segunda-feira, 31 de maio de 2021

Macarrão Alho e Óleo - Série Itália


Ingredientes:

Espaguete 250 gramas

Azeite 5 colheres (sopa)

Alho 10 dentes

Pimenta-do-Reino Branca 1 pitada

Salsinha 1 colher (sopa)

Sal a gosto

Preparo:

1.Cozinhe o macarrão em água abundante e sal. 2.Em outra panela refogue o alho, com o azeite e o sal. Mexa bem para não queimar e deixe em fogo bem baixinho. 3.Junte o macarrão cozido ao alho refogado e mexa bem. Se quiser mais umidade na massa, adicione 2 colheres de sopa da água que cozinhou o macarrão na frigideira. 4.Finalize com salsinha e já está pronto ;


Benefícios e informação nutricional do Alho


Alimente-se bem e pratique Yoga.





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quinta-feira, 27 de maio de 2021

Anuloma Viloma - Respiração alternada


Técnica:
Levante a mão direita e faça o Vishnu Mudra, dobrando os dedos indicador e médio. Tampe a narina direita com o polegar e expire completamente pela narina esquerda. 1.Inspire profundamente pela narina esquerda, mantendo a narina direita fechada. Iniciantes devem inspirar contando até 4 e somente aumentar o tempo de inspiração após muita prática. 2. Feche a narina esquerda com os dedos anular e mínimo, de modo a tapar as duas narinas. Prenda a respiração, contando até 16 (4 vezes a conta da respiração). 3. Mantendo a narina esquerda fechada, libere a narina direita e expire completamente, contando até 8 (2 vezes a conta da inspiração.). 4. Com a narina esquerda fechada, inspire pela direita, contando até 4. 5. Tampe as duas narinas e prenda a respiração, contando até 16. 6. Mantendo a narina direita fechada, abra a narina esquerda e expire completamente, contando até 8, para completar a primeira rodada. Aprimorando a contagem do exercício pode ser aumentada, porem sempre mantendo a proporção de 1-4-2. Isso significa que para cada segundo inalado, a respiração deve ser presa por 4 segundos e expirado em 2 segundos. Nunca mude essa proporção. 

Permanência: Repita no mínimo 5 vezes. 

Benefícios: Os pulmões e todo o sistema respiratório é limpo e fortalecido. Como a expiração leva o dobro do tempo da inalação, mais o "ar velho" e toxinas são expelidos dos pulmões. Durante a retenção da respiração, a taxa de troca gasosa nos pulmões é tremendamente aumentada, resultado do aumento na pressão. Isso significa que mais oxigênio dos pulmões segue para a corrente sanguínea e mais CO2 (e outras toxinas) do sangue são passadas para os pulmões e eliminadas durante a expiração. A respiração se alterna naturalmente entre as duas narinas, modificando-se aproximadamente a cada duas horas. a respiração pela narina direita é quente, simbolicamente referida como o "sol" ou pingala. É catabólica e aceleradora dos órgãos do corpo. O fluxo da narina esquerda, que é frio e referido como a "lua" ou ida, é anabólico e inibidor do corpo. Esse exercício de respiração alternada ajuda a trazer o equilíbrio entre os dois. Anuloma Viloma ajuda a equilibrar os hemisférios do cérebro. Benefícios mentais e psíquicos - "Quando a respiração vaga, ou seja, é irregular, a mente também se desiquilibra. Mas, quando a respiração é calma, também o é a mente e o yogui vive mais. Logo, deve-se domar a respiração." Hatha Yoga Pradipika, capítulo 2, vs.2. Esse exercício ajuda a acalmar a mente, tornando-a lúcida e tranquila, preparando-a para a meditação. Anuloma Viloma purifica os nadis. Deve ser aperfeiçoado e praticado regularmente antes de se seguir adiante para outros pranayamas mais avançados. Prana, a energia vital, é armazenada e controlada. O sistema psíquico é equilibrado. Torna o corpo leve e os olhos brilhantes.

Histórias, Mitos e LendasONDE PROCURAR DEUS - Kabir Das







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Com Amor Janisleine Mara

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ONDE PROCURAR DEUS - Kabir Das



Onde me procuras?

Estou contigo.
Não nas peregrinações ou nos ídolos,
tampouco na solidão.
Não nos templos ou nas mesquitas,
tampouco na Caaba ou no Kailash.
Estou contigo, ó homem,
estou contigo.
Não nas preces ou na meditação,
tampouco no jejum.
Não nos exercícios iogues ou na renúncia,
tampouco na força vital ou no corpo.
Estou contigo, ó homem,
estou contigo.
Não no espaço etéreo ou no útero da Terra,
tampouco na respiração da respiração.
Procura ardentemente e descobre,
num instante único de busca.
Kabir diz: escuta, com atenção!
Onde está tua fé, lá eu estou.







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Com Amor Janisleine Mara

Anjaneyasana - postura do Filho de Anjana

 


Técnica: Partindo de Adho mukha svanasana. Coloque o pé direito entre as mãos, joelho a 90 graus, alinhado com o calcanhar. Pouse o joelho esquerdo no chão, baixando a bacia o mais possível, mantendo sempre o joelho direito alinhado pelo calcanhar. Leve o tronco e os braços para cima e para trás, mantendo os braços ao lado da cabeça. Retorne para Adho mukha svanasana e repita com o pé esquerdo.
Respiração: Inspire ao iniciar o asana. Mantenha os pulmões cheios no equilíbrio. Expire ao retornar.
Permanência: Pratique cinco vezes de cada lado. 
Concentração: Em manter o equilíbrio.  
BenefíciosEssa postura alonga os quadris, a frente da perna, os músculos ao redor do joelho, os músculos intercostais, os braços, o pescoço e o peito. Essa postura fortalece o quadríceps, panturrilhas, isquiotibiais, ombros e braços. Esse asana também envolve e fortalece os músculos profundos do núcleo interno, necessários para criar estabilidade. Os pés e tornozelos também são alongados e fortalecidos na postura, devido ao fato de que devem apoiar o corpo da direita para a esquerda. 
Histórias, Mitos e LendasAnjaneya ou filho de Anjana






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Anjaneya ou filho de Anjana


Brahma, o deus da criação vivia em seu palácio cercado de maravilhas e com muitas pessoas a atendê-lo. Uma dessas atendentes era conhecida por Anjana, que servia Brahma tão bem, que ele decidiu recompensá-la. Perguntando o que ela desejava, e a mesma, a principio hesitante, disse que gostaria que lhe fosse retirada uma maldição lançada por um sábio. Brahma disse, conte-me mais: e ela, contou que uma vez enquanto criança na Terra, havia visto um macaco, sentado em posição de lótus, achando engraçado, ela lhe jogou algumas frutas. O macaco no fim das contas, não era um macaco comum e sim um sábio poderoso que estava fazendo suas práticas espirituais (tapasya). Irritado com as frutas, ele me disse que quando me apaixonasse, me transformaria em um macaco. Pedi-lhe que me perdoasse, mas ele disse que não haveria o perdão, porem quem se casasse comigo, iria me amar mesmo com cara de macaco. Pediu então a Brahma que a perdoasse. Então lhe deu a escolha de viver na Terra por um tempo, conhecer seu marido e remover a maldição se desse á luz uma criança que fosse a encarnação de Shiva.

Então Anjana nasceu na terra e viveu em uma floresta como uma caçadora por alguns anos. Um dia, encontrou um homem lutando com um leão. De inicio achou que ele não se interessaria por ela, e quando ele a viu ela transformou-se em um macaco. Quando ele se aproximou para ajudá-la ela percebeu que ele também tinha um rosto de macaco. Ele era o rei dos macacos, Kesari. Os dois então se casaram e viveram na floresta. Como era  muito devota, Anjana fazia suas tapasyas de forma constante em honra a Shiva, que ficou muito satisfeito com sua devoção e veio á Terra e lhe perguntou o que queria e ela então pediu a Shiva que encarnasse em seu filho e assim ela pudesse ser libertada da maldição. Lord Shiva concordou e desapareceu.  Enquanto Anjana adorava Shiva em outra parte do país, Dasaratha, o rei de Ayodhya, realizava um ritual para poder ter filhos. Como resultado, Agni o Deus do fogo, lhe deu alguns payasas sagrados (pudins) para compartilhar com suas esposas e assim ter filhos. Enquanto Dasaratha dividia o pudim com  sua esposa mais velha, Kausalya, um milhafre ( passaro) enviado por Shiva, roubou um pouco do pudim e o carregou em suas asas e o derrubou na floresta onde Anjana fazia suas devoções. Vayu o deus do vento recebeu de Shiva um comando para carregar o pudim e deixá-lo nas mãos de Anjana que o comeu. No tempo determinado ela deu a luz um garoto com rosto de macaco, Anjaneya ou filho de Anjana.







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Com Amor Janisleine Mara

terça-feira, 25 de maio de 2021

Panca-purusha


Panca-purusha: O Visnudharmottara Purana , o Citralaksana de Nagnajit e o Samarangana Sutradhara explicam a teoria da proporção tomando como exemplos cinco estereótipos de homens ou  panca-purusha.

Os nomes dos cinco tipos de homens são

hamsa,

bhadra,

malavya,

rucaka

e sasaka ou sasa.

O Citralaksaṇa de Nagnajit dá nomes diferentes para eles:

cakravartin,

sadhu,

malavya,

vyanjana

e giridhara.

A menção mais antiga dos panca-purusha pode ser rastreada até os textos astrológicos, o Brhat Samhita e o Saravalide Kalyanavarman. Ambos os textos astrológicos têm um capítulo intitulado panca-maha-purusha-laksana ou 'as características dos grandes homens' contendo uma descrição detalhada e concisa dos cinco homens. Cada uma dessas cinco personagens, segundo esses textos astrológicos, teria nascido devido ao predomínio de um determinado planeta.

No Visnudharmottara Purana e no Citralaksana de Nagnajit, no entanto, os cinco homens desempenham o papel de um estereótipo artístico para retratar reis, deuses, demônios e assim por diante. O texto explica que os deuses devem ser retratados nas proporções de um tipo hamsa ; sábios, gandharvas , daityas , danavas , ministros, astrólogos, vidyadharas e sacerdotes reais devem ser sorteados de acordo com o modo bhadra de proporção; kinnaras , nagas , raksasas e mulheres domésticas devem ser retratadas em malavya proporcional yaksas, cortesãs e na proporção rucaka ; os sudras estão em proporções sasaka e pisacas , anões, corcundas e pramathas devem ser representados independentemente das proporções e cores.







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segunda-feira, 24 de maio de 2021

Ganges e a descida de suas águas para a Terra


A água desempenha um papel purificador no Hinduísmo, e frequentemente as margens fluviais têm escadas, grades ou bancadas (conhecidas como ghats) para poder realizar as abluções e a imersão na água, parte do processo de purificação.

No "Ramayana", encontramos a seguinte lenda sobre o rio Ganges e a descida de suas águas para a Terra:

Em tempos remotos, viveu na Terra o rei Sagara com seus sessenta mil filhos. Este rei queria destronar Indra, o deus dos céus, e proclamar-se governador do mundo, para o qual mandou soltar um magnífico cavalo, ordenando que toda as regiões pelas quais esse animal passasse ficariam sob o domínio de seu reinado.

No decorrer da trajetória, o cavalo foi roubado por Indra, que adotara a forma de um demônio, e levado para o centro da Terra. Sagara ordenou, então, que seus sessenta mil filhos procurassem o cavalo até encontrá-lo e o trouxessem para ser sacrificado.

Para cumprir a missão, os filhos de Sagara começaram a perfurar a Terra sendo que cada um perfurou uma légua; mas no fim de sessenta mil léguas, ainda não tinham encontrado o animal. Desceram, então, às profundezas subterrâneas e chegaram ao centro de todas as coisas, lá onde o sábio Kapila suporta o mundo. Ali, viram o cavalo pastando. Foram agarrá-lo e, ao mesmo tempo, atacaram Kapila com árvores e pedras, acusando-o do roubo do cavalo de Sagara. Mas quando se aproximaram, Kapila lançou um olhar de seu terceiro olho sobre eles, transformando-os em um monte de cinzas.

O rei, preocupado com o desaparecimento de seus filhos, mandou seu neto, Asuman, saber o que tinha acontecido. Asuman chegou junto às cinzas e, ali, o pássaro Garuda contou-lhe o episódio e disse-lhe que os sessenta mil filhos de Sagara só poderiam retornar à vida quando as águas de Ganga descessem às profundezas da Terra e corressem sobre as cinzas. Asuman regressou, levando consigo o cavalo e relatou tudo ao rei.

Embora Sagara reinasse durante trinta mil anos e procurasse constantemente trazer Ganga até a Terra, nunca o conseguiu. Asuman herdou o trono do avô e prosseguiu com os sacrifícios, mas nem ele nem seu filho Dhilipa conseguiram êxito.

O rei seguinte foi Bhagiratha. Ele era um poderoso asceta e praticou terríveis austeridades, até então desconhecidas: esteve durante mil anos com os braços levantados, com quatro fogos ardendo à sua volta e o Sol dardejando sobre ele. Por fim, Brahma condoeu-se do seu suplício e disse-lhe que poderia pedir uma recompensa pelos sacrifícios que a si próprio impusera. Bhagiratha exprimiu o seu desejo: “Que os sessenta mil filhos de Sagara retornem à vida e alcancem o céu de Indra por meio da purificação com as águas de Ganga”. Ele recebeu, então, a palavra de Brahma que Ganga desceria à Terra.

Ganga ficou muito aborrecida de ter de sair do céu e os deuses aperceberam-se de que ela cairia sobre a Terra com quanta força tivesse. Por isso, Brahma avisou a Bhagiratha desse perigo e aconselhou-o a invocar Shiva, que poderia ajudá-lo. Bhagiratha consagrou mais sacrifícios e Shiva concordou em quebrar a violência da queda de Ganga, aparando as águas no emaranhado de seus cabelos. Assim, apesar da fúria de Ganga e da sua vontade de inundar a Terra, ela ficou muito confusa e fraca quando entrou nos cabelos de Shiva e saiu de lá dividida em sete rios, que depois formariam o mar. Dentre eles, surgiu o famoso rio Ganges, que acompanhou Bhagiratha até o centro da Terra e purificou as cinzas dos sessenta mil filhos de Sagara, possibilitando que voltassem à vida e ascendessem ao céu de Indra.  Qualquer lugar por onde Ganga flui é sagrado. Acredita-se que mesmo os piores criminosos e pecadores irão para o céu se adorarem o rio.






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Rakshasas


O Capítulo 2 de Subala Upanishad afirma que a partir do Apana do divino Purusha veio o Yakshas, Rakshasas, animais domésticos e Gandharvas.

Na Literatura purânica

Acredita-se que os Rakshasas foram criados a partir da respiração de Brahma quando ele estava dormindo no final do Satya Yuga. Assim que foram criados, eles estavam tão cheios de sede de sangue que começaram a comer o próprio Brahma. Brahma gritou "Rakshama!"(Sânscrito para" Proteja-me! ") E Vishnu veio em seu auxílio, banindo para a Terra todos os Rakshasas (nomeados em homenagem ao grito de socorro de Brahma).

Descrição

Os Rakshasas eram mais frequentemente descritos como criaturas enormes, de aparência feroz e que mudam de forma, com dois presas projetando-se no topo da boca e tendo unhas afiadas em forma de garras. Eles são mostrados como sendo maus, rosnando como bestas, e como insaciáveis comedores de homem que podia sentir o cheiro de carne humana. Alguns dos mais ferozes foram mostrados com olhos e cabelos vermelhos flamejantes, bebendo sangue com as palmas das mãos ou de um crânio humano (semelhante às representações de Vampiros na mitologia ocidental posterior). Geralmente eles podiam voar, desaparecer e tinha maya (poderes mágicos de ilusão), que os permitia mudar de tamanho à vontade e assumir a forma de qualquer criatura. O equivalente feminino de rakshasa é rakshasi.

Em épicos hindus

No mundo do Ramayana e Mahabharata, Os Rakshasas eram uma raça populosa. Havia rakshasas bons e maus, e como guerreiros eles lutaram ao lado dos exércitos do bem e do mal. Eles eram guerreiros poderosos, mágicos especialistas e ilusionistas. Como trocadores de forma, eles podem assumir diferentes formas físicas. Como ilusionistas, eram capazes de criar aparências reais para aqueles que acreditavam neles ou que não conseguiram dissipá-los. Dizia-se que alguns dos rakshasas eram comedores de homens e faziam sua aparição alegre quando o massacre no campo de batalha era pior. Ocasionalmente, serviam como soldados comuns a serviço de um ou outro senhor da guerra.

Além do tratamento dado aos Rakshasas comuns não identificados, os épicos contam as histórias de certos membros da "raça" que ganharam destaque, alguns deles como heróis, a maioria deles como vilões.






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quinta-feira, 20 de maio de 2021

Namaskar ao mestre




Vishnudevananda , durante sua curta carreira no exército indiano ,  foi inspirado por um panfleto, Sadhana Tattwa , escrito por Sivananda Saraswati . Ele viajou duas vezes para Rishikesh para encontrar Sivananda. Em sua segunda visita, ele e outros esperaram enquanto Sivananda subia as escadas da margem do Ganges para o ashram . Quando Vishnudevananda recusou prostrar-se (fazer Namaskar) , Sivananda o surpreendeu prostrando-se diante dele. Esta lição de humildade foi a primeira dada a Vishnudevananda por seu guru .







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Momento da destruição do sacrifício de Daksa

Salabha (शलभ) refere-se aos “gafanhotos” (e mariposas?) Que foram vistos no momento da destruição do sacrifício de Daksa, de acordo com o Sivapuraṇa 2.2.34 



Os devas testemunham maus presságios no local do sacrifício

Brahma disse : -

1. Quando Virabhadra partiu dessa forma, maus presságios foram vistos por Daksa e pelos devas .

2. Ó sábio celestial, quando Virabhadra acompanhado pelos Ganas procedeu assim, muitos fenômenos portentosos ocorreram no sacrifício de Daksa, incluindo os três presságios malignos, pressagiando a destruição iminente do sacrifício de Daksa.

3. O olho esquerdo, o braço e a coxa de Daksa latejavam. Em todos os aspectos, indicava tudo de desfavorável. Era um assédio para ele.

4. Houve um terremoto no local do sacrifício. Daksa observou os fenômenos misteriosos das estrelas ao meio-dia.

5. Os aposentos ficaram sujos e sombrios. O sol parecia manchado e aterrorizante com milhares de círculos ao redor.

6. Estrelas, brilhantes como um relâmpago e fogo ardente, foram vistas caindo. Alguns deles ziguezaguearam e alguns caíram de cara para baixo.

7. Milhares de abutres pairavam acima, tocando a cabeça de Daksa. As sombras destes escureceram a plataforma sacrificial.

8. Chacais uivavam nas redondezas do terreno sacrificial. A estrela maligna Netraka e os meteoros pareciam cair como escorpiões brancos.

9. Ventos fortes levantando muita poeira sopraram ali. Gafanhotos e mariposas eram sacudidos por redemoinhos.

10. A plataforma de sacrifício maravilhosamente nova erguida por Daksa e os devas foi erguida pelos ventos.

11. Surpreendentemente, Daksa e outros vomitaram sangue, pedaços de carne e ossos com muita frequência.

12. Eles ficaram instáveis e trêmulos como lâmpadas sopradas pelo vento. Eles se sentiram miseráveis como se tivessem sido atingidos por pontas afiadas de armas.

13-14. Os olhos de Daksa e de outros às vezes se assemelhavam aos lótus decadentes do verão; às vezes pareciam flores nas florestas com orvalho escorrendo delas; às vezes pareciam lótus à noite e às vezes flores de Kumuda ao meio-dia.

15. As divindades pareciam derramar sangue; os aposentos ficaram envoltos em escuridão; havia um incêndio peculiar em todos os lugares, aterrorizando a todos.

16. Ó sábio, devas e outros viram presságios maléficos como estes. Vishnu e outros ficaram com muito medo.

17. “Ah, estamos condenados”, dizendo assim, eles caíram inconscientes no chão como árvores nas margens dos rios quando derrubadas pela força da corrente.

18. Caídos no chão, eles permaneceram imóveis como serpentes cruéis golpeadas e mortas. Às vezes, aqueles caídos quicavam como bolas.

19. Então, devido à extrema aflição, eles choraram como pardais gorjeios. Seus gemidos e vozes se misturaram confusamente.

20. Todos, incluindo Vishnu, tiveram seu poder enfraquecido e impedido. Eles rolaram e se chocaram um contra o outro como tartarugas.

21. Nesse ínterim, uma voz desencarnada se ergueu lá dentro da audição dos devas e de Daksa em particular. A voz etérea disse.

22. Que vergonha em sua vida agora, ó Daksa. Você é mal-intencionado e excessivamente tolo. Uma grande miséria causada por Shiva inevitavelmente se abaterá sobre você.

23. Certamente, grande miséria sobrevirá àqueles devas tolos e outros que estão aqui gritando “Hā Hā”.






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quarta-feira, 12 de maio de 2021

A Chave para a Luz

 


A Chave para a Luz

Um homem chegou um dia a um ashram procurando o caminho da luz. Curvou-se perante o swami e disse: “Estou interessado em conhecer o Self. Quero encontrar paz. Por favor concede-me essa sabedoria.” O swami sorriu para ele e disse: “Pobre homem, vais morrer daqui a dez dias. É tarde demais.” O homem ficou chocado. “Queres dizer que eu vou mesmo morrer daqui a dez dias?” “Sim, eu vejo a Morte a vir. Está muito perto de ti.” “O que devo eu fazer, swami? Há alguma coisa que me possas ensinar?” “Não é assim tão fácil. Muitos praticam durante anos e mesmo assim não encontram a sabedoria.” Mas o homem continuou a insistir até que finalmente o swami disse: “ Está bem. Talvez eu esteja errado. Vai para casa e se por sorte viveres mais de dez dias volta para mim. E então eu ensinar-te-ei.” O homem voltou para casa com o coração pesado. Alguns amigos vieram visitá-lo e perguntaram-lhe: “Porque estás assim tão triste?” “Bem o swami do ashram disse que eu irei morrei dentro de dez dias. Realmente não sei que fazer. Eu cometi muitos pecados e não sei como me redimir.” Nesse instante apareceu o contabilista do homem e disse-lhe: “Senhor temos que processar o homem que vos deve dinheiro.” Mas o homem respondeu: “ Esquece isso. Eu emprestei-lhe dinheiro porque tenho mais do que suficiente. Se eu não tivesse bastante para as minhas despesas, não lhe teria feito o empréstimo. Se ele não me pode pagar agora para quê enviá-lo para a prisão? Se ele pagar, muito bem. Senão diz-lhe que eu anulo a dívida. Ele pode gozar o dinheiro.” O contabilista ficou muito surpreendido porque na véspera o homem lhe tinha dito para ele confrontar o devedor e pedir-lhe a soma total acrescida de juros. Depois o homem telefonou ao irmão que não tinha visto havia já dez anos e pediu-lhe para ele o vir visitar. O irmão ficou muito surpreendido porque em tempos o homem lhe tinha dito que o iria considerar sempre um inimigo mortal. Após muita hesitação o irmão finalmente disse: “ Está bem. Virei visitar-te amanhã.” No dia seguinte, o homem que ia morrer sentou-se à janela à espera do irmão. Assim que o viu correu para ele. Abraçou-o e disse: “ Meu querido irmão, por favor perdoa-me. Eu compreendi-te mal todos estes anos. Esqueçamos a nossa inimizade e tornemo-nos irmãos e amigos de novo.” Em seguida, um após o outro, começou a chamar todos os seus inimigos e a fazer as pazes com todos eles. No dia seguinte chamou o contabilista para saber quanto dinheiro tinha no banco. Era realmente muito. Assim pôs uma parte de lado para a educação dos seus filhos e com todo o resto, passou cheques para várias instituições e grupos de apoio que começaram a usar esse dinheiro para ajudar e alimentar os pobres. Todos se começaram a admirar. “O que se passa com ele? De repente tornou-se num homem generoso, com uma mente aberta. Faz amizade com todos e dá tudo para a caridade.” Eles não sabiam que ele pensava morrer daí a dez dias. Por fim faltavam apenas dois dias. Com a preocupação não tinha conseguido comer e tinha-se tornado muito fraco. Tinha que estar acamado. Ele tinha aprendido algum yoga e não discriminava as religiões por isso convidou um padre Católico para lhe vir ler a Bíblia, um monge Hindu para lhe recitar o Bhagavad Gita  e alguns yogis para lhe entoar cânticos. A sua ideia era de ouvir muitas orações bonitas antes de morrer.

Nesta altura já toda a cidade o tinha ficado a conhecer e todos o louvavam. O seu nome estava por todo o lado. O décimo dia chegou e ele dirigiu-se a todos: “Acabei o meu trabalho. Não me incomodem mais. Vou-me sentar e meditar.” Começou a repetir um mantra e esperou pela Morte. Olhou para o seu relógio. Era meia-noite do décimo dia. Algo estava errado. O swami tinha dito dez dias. Pediu aos criados que verificassem as portas. Tinha-lhes dado instruções para deixarem todas as portas abertas para que a Morte pudesse facilmente entrar. Então, apesar de se sentir fraco, chamou alguns amigos e pediu-lhes que o levassem ao swami. Por essa altura já havia centenas de pessoas dispostas a fazerem qualquer coisa que ele pedisse. Assim foram todos até ao ashram e quando aí chegaram o homem caiu aos pés do swami dizendo: “Swami, o que aconteceu com a tua previsão? Eu não morri.” “Sim, vejo que não morreste. Algo se deve ter passado mal. O Senhor da Morte provavelmente atrasou-se. Espera aqui mais um dia e vê se ele vem. Se ele não vier, eu ensino-te.” E assim o homem sentou-se num quarto e meditou. O décimo primeiro dia também passou. Ele levantou-se e disse: “Swami, ainda estou vivo. A Morte não veio. Pelo menos agora, por favor, ensina-me a verdadeira sabedoria.” O swami sorriu para ele e disse: “mas eu já te ensinei.” “O quê?” disse o homem “Eu não percebo. Tu não me ensinaste nada!” “Bem, o que tens estado a fazer nos últimos dez dias? Quantas mentiras contaste? Quantos inimigos fizeste? Quantos negócios fizeste no mercado negro?” “Swami, como poderia eu ter feito essas coisas? Eu fiz as pazes com todos os meus inimigos e dei tudo para a caridade. Eu tornei-me um bom homem porque não havia tempo a perder. Eu sabia que ia morrer e não queria morrer com uma má reputação por isso emendei tudo.” “O que pensavam os outros de ti, dantes?”

 “Ninguém gostava de mim. Diziam que eu não prestava, que era um muito mau homem.” “E agora, o que dizem eles?” “Quando saio de casa, todos me tecem louvores e há muitos artigos no jornal sobre mim. Parecem todos gostar todos de mim. Chamam-me um grande homem, um santo.” “Estás contente com isso?” “Oh sim, swami. Absolutamente! Estou feliz quando gostam de mim e eu gosto de todos.” “Óptimo. Então volta para casa. Sabe que podes morrer a cada minuto e não faças de ninguém um inimigo. Vive da mesma forma que tens vivido nestes últimos dez dias. Esta é a essência do Yoga. Assim conhecerás sempre a paz. Isto é a sabedoria.” Alguém sabe quando irá morrer? Não. Pode acontecer a qualquer minuto. Por isso para quê criar inimigos? Porquê dizer mentiras? Vivam a Regra Dourada o melhor que puderem. Façam da vossa vida um sacrifício para a humanidade. Este é o objectivo do yoga; esta é a sabedoria máxima.

Como dito por Sri Swami Satchidananda






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