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quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Raja Yoga

 








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Com Amor Janisleine Mara

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Curso de Meditação


 







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Com Amor Janisleine Mara

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Calendário de atividades de 2021 - Março


Srimati Radharani é a consorte eterna do Senhor Krishna. Cinco mil anos atrás, quando o Senhor Krishna veio a este planeta para realizar Seus passatempos, Srimati Radharani também estava lá.

Radha incorpora a totalidade do amor por Krishna. Assim, ela é conhecida como a personificação de Bhakti, ou devoção amorosa a Deus.

A concepção completa de Deus inclui Deus e Suas energias, que existem simultaneamente com Ele e são em um sentido idêntico a ele. A soma das energias de Krishna é Radha, sua eterna consorte. Como o sol e o sol, Krishna e Radha são um.

Amar a Deus é o nosso estado natural, e no momento anda um tanto adormecido para a humanidade. Por seu exemplo puro, Radha é o farol chamando a todos para despertar o amor pleno por Krishna. Ela também roga misericórdia para nos ajudar a alcançar esse objetivo.

Radha-Krishna são os aspectos masculino e feminino de Deus. Conhecido como o Divino Casal, juntos eles são a plena manifestação de Deus.







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Com Amor Janisleine Mara

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Calendário de atividades de 2021 - Fevereiro

 


Quando os Pavões Presentearam Krishna com Suas Penas




Os pavões jamais poderiam ser ingratos ao mestre da dança.

Quando Krishna soprou o néctar de Seus lábios para dentro da flauta, um melodioso raga, com um ritmo lento e notas de base profunda, emergiu do outro lado do instrumento. Soando como o mistificador mantra de nuvens a retumbarem, essa vibração maravilhosa encantou os pavões na colina Govardhana e em torno dela. Estimulados por esse som, seus corações começaram a cantar de alegria. Eles ergueram suas pernas, abriram suas caudas e arquearam o pescoço, enchendo os céus com sua canção. Esse parama-mohana mantra, a ressoante vibração da flauta, então, atraiu todos os pavões e todas as pavoas para até o lado da colina Govardhana, encorajando-os a entrar no passatempo da dança.


Sri Krishna, que é conhecido como Kalanidhi, a fonte de todas as artes dramáticas, ficou satisfeito com a dança dos pavões. Dirigindo-Se para o meio deles como uma magnífica nuvem, Ele os encorajou através de Seus olhares gentis e doce sorriso.


Sri Krishna é tal qual uma nuvem azul, e o som da flauta é como um trovejar. Quando nuvens comuns ressoam, sentimentos incomuns são despertados nos pavões, mas Shyamasundara não é uma nuvem comum. Ele é megha-vishesha, uma nuvem muito especial. Igualmente, o som de Sua flauta, venu, não é um trovejar comum, senão que produz um ribombar muito especial, como gargita, gargita. Quando os pavões veem essa nuvem especial e quando ouvem esse trovão especial, o êxtase deles supera qualquer experiência terrestre e, intoxicados por amor, dançam com suas esposas de uma maneira muitíssimo especial.

Sri Krishna é conhecido como Kalanidhi, a fonte de todas as artes dramáticas.

Os pavões erguiam suas pernas ritmicamente, movendo-se para frente e para trás, subindo e baixando a cabeça enquanto lágrimas de êxtase rolavam por seus olhos. Expandindo suas caudas para revelar múltiplos arco-íris, vibravam suas penas cada vez mais rapidamente, até que paravam e, então, recomeçavam lentamente, então rápido, então mais rápido.


Toda vez que paravam, os pavões gritavam ke ka, ke ka, ke ka, com sua voz ecoando pelos vales do Radha-kunda até Punchari. Encorajadas pelo êxtase de seus esposos, as pavoas olhavam de um lado para o outro, giravam em sentido horário, então em sentido anti-horário, a todo momento expandindo suas caudas negras, similares aos abanos de mulheres tímidas.


Enquanto se dava essa dança extraordinária das aves, o grande rei dos pavões, gingando sob a influência de kirtana-rasa, procedeu até os pés de lótus de Govinda, com as lágrimas de seus olhos lamaçando o chão empoeirado. Primeiramente, tocou os pés de lótus de Sri Krishna com seu bico, após o que ergueu seu rosto ao céu, gritando em êxtase: ke ka, ke ka. Sri Krishna, que conhece a língua de todos os animais, aceitou a solicitação do rei, que orou: “Querido Govinda, por favor, dance aqui conosco. Por favor, toque Sua flauta e nos faça dançar para que possamos glorificar Seus ilimitados passatempos e qualidades”.


Sem tirar a flauta de Seus lábios, Sri Krishna lançou um olhar cheio de amor ao rei dos pavões, fazendo-o cambalear debaixo do peso dessa bondade. Todos os pavões e pavoas, então, reuniram-se em uma clareira, com Sri Krishna caminhando graciosamente para o meio deles como seu convidado de honra. Uma vez no centro dessa congregação, Sri Krishna começou a dançar como os pavões, acelerando o ritmo de Seu flautear para acompanhar o ritmo de Seus passos. Movendo Seu pescoço tal qual fazem os pavões, Sri Hari arqueou Suas costas e projetou a parte detrás de Seu corpo, para o deleite de todos. Com movimentos imprevisíveis e formais, olhos correndo de um lado a outro, e ornamentos e guirlandas a balançarem, Sri Krishna parecia a deidade que preside os pavões ensinando a seus descendentes sua própria cultura.


Por residirem em Vrindavana, a felicidade dos pavões superava os êxtases imaginados pelos grandes yogis. Quando Sri Krishna começou a tocar Sua flauta, a bem-aventurança dos pavões dobrou, e quando Ele aceitou o convite deles para dançar, dobrou novamente. Contudo, quando Sri Krishna de fato começou a dançar entre eles, tocando Sua flauta e sorrindo, a dança dos pavões atingiu o ápice, e alguns desmaiaram, completamente sem consciência. Deste modo, os pavões dançaram às canções da flauta, movendo-se aos humores que Sri Krishna manifestava através de Seu emissário eterno.


Embora o tempo houvesse parado, cada segundo competia com o próximo pelo delongar dessa cena. No curso do tempo, a dança dos pavões assumiu uma natureza sem precedentes. A dança tornou-se tão extraordinária, tão rasika, que, sob a influência da potência interna de Sri Krishna, um evento miraculoso aconteceu. A flauta nas mãos de Sri Krishna, vendo a apresentação incomum de seu mestre e dos pavões, começou a soar por conta própria. Sanatana Gosvami diz: govindasya venu tad vadanami! Esse acontecimento excepcional surpreendeu imensamente até mesmo Sri Krishna, que ficou assistindo enquanto, sem Sua contribuição, a flauta tocava em resposta à dança das aves.


A prática geral da flauta é responder ao toque suave dos lábios de Sri Krishna e aos movimentos ágeis de Seus dedos, que são similares às pétalas de uma flor. Agora, sem Seu hálito de cânfora e sem qualquer atividade manual, a flauta cantava por si só. O vento a soprar por ela, era o chamado dos pavões, e sua melodia preferida, uma resposta ao grande bhava deles. Enquanto Sri Krishna segurava a flauta em Sua mão esquerda, Suas sobrancelhas arquearam de espanto, e Ele dançou ainda mais destramente, encantado pela canção automanifesta de Sua venu.


Atraída pela dança e pela música, uma grande audiência se formou para acompanhar a inconcebível apresentação. Os garotos e as vacas ficaram paralisados no prado, rodeando a assembleia de pavões que tinha Krishna como centro. Os vários animais – terrestres e voadores – ao longo das encostas da colina Govardhana, pararam de comer, beber e brincar e, completamente atônitos, fixaram seus olhos na cena abaixo.


Esses animais, que regularmente se sentavam nos picos das montanhas ansiosos por receber a audiência de Sri Krishna, as bênçãos de Seu sorriso ou a chuva de Seu olhar, ficaram radiantes ao realizar seus desejos. Para estarem mais perto de Govinda, projetaram-se para frente, quase caindo na cena abaixo. Pelo arranjo de yoga-maya, continuaram seguros, embora as leis da natureza tenham que ter sido ajustadas para isso. Outros veados negros, coelhos, cobras, pombos e passarinhos também se juntaram a eles, atraídos pelo kirtana dos pavões e pela vibração da flauta. Todos eles saboreavam o canto e a dança no vale, experimentando grande ananda pelo que viam abaixo.


Os picos de Govardhana, que totalizam 101, estavam abarrotados de aves, cobras e outros animais, e até mesmo insetos. Embora alguns fossem muito distantes, todos os espectadores, pela vontade de Sri Krishna, assistiram à performance como se estivesse bem diante de seus olhos. Os picos da colina Govardhana são conhecidos por serem belíssimos, e Jiva Goswami diz que são darshaniyani, dignos de serem vistos, pois são não-diferentes de Sri Krishna. Por essa razão, Adridharana diz, shailo’ smi: “Eu sou essa colina!” Agora, com a decoração extra de muitos animais, como ornamentos multicoloridos, eles mesmos ornamentados por sintomas de êxtase, os picos de Giriraja atingiram um esplendor jamais visto.


Os muitos animais no topo da colina Govardhana foram imensamente influenciados pelo espetáculo diante deles. O efeito de seus assentos divinos, isto é, rochas, grama e solo de Govardhana, assento estes que também sentiam insuperável êxtase, primeiro fez com que ficassem inativos, então imóveis e, por fim, atônitos. Além de assistirem sem piscar os olhos, deram consigo incapazes de mover qualquer outra parte do corpo. Muitos desses animais haviam visto Sri Krishna ali no passado. Agora, sobrepujados pela fortuna de revê-lO, bem-aventurados por assistirem à apresentação, pensaram, aho ati ramyam asi: “Que prazeroso é este lugar de encontro!”


Conforme seus ares vitais entravam em contato com o elemento terra, o sattvika-bhava da rigidez, stabdha, manifestou-se progressivamente nos membros das criaturas. Por verem a dança dos pavões ensandecidos, ouvirem a encantadora melodia da flauta e testemunharem a beleza sem paralelo (parama sundara) de Sri Krishna, os animais foram tomados de êxtase. Por causa de sua bhagavan avesha, completa absorção em Sri Krishna, os animais de Vraja atingiram uma perfeição desconhecida ao maior dos yogis.


Ouvindo a vibração da flauta e observando a dança dos pavões, os animais de Govardhana ficaram atônitos, toda a Vrindavana ficou imóvel, e todas as entidades vivas, de Patala até Vaikuntha, ficaram imóveis.


Vista do topo da colina Govardhana ou vista de Vaikuntha, a disposição de todos era extraordinariamente encantadora. O grande prado, que era o palco da dança dos pavões, era um amuleto de esmeralda no qual foram afixadas as pedras vaidurya dos pavões, rodeando a safira de nome Sri Krishna, engastada no ouro de Seu dhoti de seda. As vacas eram as pérolas, tão brancas quanto neve, nas margens; os turbantes dos vaqueirinhos eram uma incrustação de coral e rubi, e o anel de árvores, um arranjo de jades. Embora esse amuleto fosse estático, suas pedras se moviam individualmente; embora seu formato fosse fixo, sempre mudava. Como o amuleto de proteção de Vrindavana, esse artefato protege eternamente os habitantes de Vrindavana da crescente febre da saudade de Govinda.


O fim da manhã abriu alas para o meio-dia, e a fadiga tomou conta dos pavões. Juntando-se à audiência, assistiram, encantados, enquanto Sri Krishna Nataraja continuava a dançar. Sua flauta vibrava espontaneamente em Sua mão. Seus olhos de lótus se fecharam, imerso como estava em Seus próprios êxtases. O Supremo Senhor da dança, absorto em algum estado incompreensível, dançou aqui e ali, tal qual uma nuvem solitária se move pelo céu.


Depois que os ecos do kirtana se calaram, um silêncio místico rodeou o som da flauta, o tilintar de Seus guizos de tornozelo e o baixo tatham tatham das passadas de Sri Krishna. Não havia canto de passarinhos, nenhum mugir e nenhum movimento nas árvores. As abelhas pararam de zumbir, o Yamuna parou de correr, e todos os outros sons pastoris se descontinuaram. A terra da maravilha, Vrindavana, entrou em transe conforme seu mestre, Sri Krishna, dançava sozinho ao ritmo de Seus próprios passos.


Intoxicado por Seu êxtase, a flauta na mão de lótus de Sri Krishna seguia solando por si mesma. Alegrado por essa vibração transcendental, Govinda esticou-Se e mergulhou nas ondas dos muitos bhavas musicais. Ao ritmo que Seus pés de lótus golpeavam o chão, a flauta mudava seu compasso; ao ritmo do tilintar de Seus guizos de tornozelo, jham jham, a flauta ressoava; segundo Seus membros expressavam Seu êxtase, as notas modulares elevavam Suas disposições amorosas. Se Sri Krishna dançava ao som da flauta ou se a flauta tocava segundo a dança de Krishna era um mistério insolúvel. Mesmo Sri Baladeva, o conhecedor de tudo, julgou que a competição deles era um empate.


O turbante sobre a cabeça de Sri Krishna estava torto, e as decorações do mesmo estavam todas em desalinho. Sua guirlanda e adornos, como pilhagens no campo de batalha, embelezavam o prado com imenso esplendor. A poeira dourada levantada do chão repousava sobre Seu cabelo, e gotas de suor, como diamantes, brilhavam em Sua forma de safira. A beleza extraordinária de Sri Hari, como uma bebida nectárea sempre saborosa, estava sendo constantemente bebida pelos olhos dos vaqueirinhos, das vacas e animais silvestres.


Assim como Ele era incapaz de dançar, eles eram incapazes de parar de meditar nEle. Sua forma inconcebível de graça, Seus movimentos artísticos de deleite estético e a canção da flauta de enigmática bem-aventurança encantavam Seus associados como um feitiço hipnótico.


Dias de Brahma se passaram até o momento em que Haladhara, como uma majestosa nuvem branca, aproximou-Se de Seu irmão mais novo e abraçou-O gentilmente com Seus braços. Pouco a pouco, a consciência externa de Sri Krishna retornou, e Ele abriu Seus olhos de lótus. Gradualmente, olhou ao redor. Como se fossem um só corpo, Seus alegres amigos, as vacas e as criaturas nos vales ou nos picos, perto ou longe, grandes ou pequenos, todos prenderam o fôlego. Então, um sorriso radiante se formou nos lábios de Krishna, vermelhos como a fruta bimba, e, para toda e cada entidade viva, era como se Sri Krishna olhasse em seus olhos e sorrisse exclusivamente para ela. Mais uma vez, como se fossem um só corpo, compartilhando de uma respiração universal, todos suspiraram de felicidade. A brisa produzida por essa exalação correu pelos pastos de Vraja como uma corrente de vento cheia de êxtase e com perfume de cânfora.


Alguns garotos ajudaram Balarama a tirar a poeira dos membros de Krishna, trocaram a roupa dEle e renovaram Seus adornos. Então, tal qual a Lua rodeada por suas estrelas, Govinda mais uma vez brilhou no amor refletido de Seus amigos e de Suas vacas. Nesse momento, o rei dos pavões, rodeado por seus ministros e séquito, aproximou-se do Senhor Hari em uma postura de imensa humildade. Curvando-se ao chão, eles disseram: “Querido Krishna, somos criaturas baixas da floresta e, não tendo posses, vivemos nas árvores e comemos quaisquer flores e ervas que estejam disponíveis na estação. Ao nos fazer dançar, Você criou um grande festival de bem-aventurança, pelo qual permanecemos eternamente endividados com Você. Apesar da nossa pobreza, é nosso dever oferecer Sua dakshina [remuneração] – caso não o fizéssemos, pareceríamos ingratos e perderíamos nossa reputação. Portanto, peço que Você aceite nossa única riqueza, as penas de nosso corpo, e as utilize em Sua coroa como decoração”. Com abundantes lágrimas a cascatearem por seu bico, o líder dos pavões deixou cair muitas penas divinas, de uma coloração extraordinária, aos pés de lótus de Govinda.


Homens deste mundo graciosamente aceitam presentes como símbolo de amor. De igual modo, Sri Krishna recebeu com alegria as oferendas dos pavões e, conforme pegava as penas, acariciava amorosamente a cabeça deles, para o grande júbilo de todos. Ele colocou algumas penas em Seu turbante e, segurando as demais em Sua mão, retornou para Seus amigos, que O abraçaram com amor e afeição.






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Com Amor Janisleine Mara

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Calendário de atividades de 2021 - Janeiro

E vamos iniciar o calendário de atividades de 2021 assim com as luzes  acessas para iluminar nossa jornada.


Arati

As luzes movimentam-se quando se cantam os mantras. Isto mostra que o Senhor é Jyoti Swarupa (cuja forma real é Luz). O devoto diz: “Ó Senhor! Tu és a luz no sol, na lua, no fogo. Afasta a escuridão de mim, outorga-me tua luz divina. Que meu intelecto seja iluminado”. A luz produzida através da canfora denota que o ego individual esta sendo purificado e o Jivatma (alma individual) está se tornando única com a Suprema Luz das Luzes.






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Com Amor Janisleine Mara

sábado, 17 de outubro de 2020

O que você faz?

 

Tem certos pensamentos que começam com uma simples palavra, uma mísera invasora solitária e em pouco tempo a invasora se multiplica passa a serem duas depois essas duas viram quatro e essas quatro viram oito e a mente percebe que está sobre ataque. É uma invasão. E a pergunta que eu faço é: assim que as invasoras aterrissam, assim que elas dominam a mente, o que você faz para se livrar delas?

O que você faz quando a invasão atinge você?

Quando domina você?

Você faz o que tem que fazer e toma o seu “remédio” ou você aprende a conviver com essa coisa e torce para algum dia ir embora ou você se entrega por completo e deixa que te mate?







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Com Amor Janisleine Mara

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Curso de Meditação



Na meditação, é importante saber quem medita. Hoje existem muitos tipos de meditação. Alguns querem que você se concentre na ponta do nariz, outros nas sobrancelhas, um ponto dentro de você, etc. Mas quem é quem medita? Se você cuidar do meditador, a meditação cuidará de si mesma. A meditação é um encontro consigo mesmo, nada mais. Você pode dizer que é um compromisso com o Senhor, que se torna um compromisso consigo mesmo; não há diferença. Se é um compromisso consigo mesmo, você precisa estar livre de papéis. Você deve ser A, enquanto a pessoa e os papéis são B, C, D, etc. e são diferentes de você.
Você geralmente assume a si mesmo como os papéis, sendo inconsciente da pessoa A. Se você pode aprender a ser você mesmo, perdendo todos os papéis, essa meditação é a ação suprema. Na meditação, você não é pai, nem filho, minha mãe, nem trabalhadora. É um fato muito importante porque você desiste dessas raízes. Você é diferente dos papéis que desempenha. Você deve ser apenas a pessoa, livre de papéis que ele medita. Krishna diz: "Traga a mente para si mesmo e não pense em mais nada."
A meditação é muito necessária como uma atividade programada.
por Swami Dayananda
Horário: 19 horas às 20 horas.
Datas: 
Fevereiro Módulo I  3 ,10,17,24
Março     Módulo II 2, 9, 16, 23
Abril     Módulo I  06.13,20,27
Maio      Módulo II 04,11,18,25
Junho     Módulo I  01,08, 15,22
Julho     Módulo II 06,13,20,27
Agosto    Módulo I  03,10,17,24,31*
Setembro  Módulo II (31*) 14,21,28
Investimento: 180,00 cada módulo.
Material Didático em PDF.
Bônus: Bhagavad Gita em PDF. Na Bhagavad Gita, o mais célebre texto sobre autoconhecimento da tradição milenar indiana, fala-se sobre vinte valores essenciais  para você estar de bem com a vida, com o mundo e os com os outros.
No capítulo XIII, Krishna, que durante o desenrolar do texto assume o papel de mestre, fala a Arjuna, seu discípulo, quais os valores fundamentais, ou qualificações da mente, a seguir para a obtenção do autoconhecimento. Ou seja, qual a rota que o buscador deve seguir – e manter – para a compreensão de si mesmo como não separado do todo, como consciência além do corpo e da mente, ilimitado e pleno.
Ministrado por: Janisleine Mara
Whats 99102-7473
Inscrição: yatnayoga@gmail.com






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Com Amor Janisleine Mara

terça-feira, 10 de abril de 2012

Meditação - Lição 5

Experiências na meditação
Durante a meditação podem ocorrer distintas experiências. Algumas pessoas contam experiências diversas, outras não tem nenhuma. Ver Meditation y Mantras, capítulo 16.

1. Sons Anahata
Os sons que se escutam são:
1. Chini (como o som da palavra chini);
2. Chini-chini;
3. O som de uma campainha;
4. O som de uma concha;
5. O som de um alaúde;
6. Os címbalos;
7. Uma flauta;
8. O som de um tambor;
9. Mridanga;
10. O som da tempestade;

2. Luzes na meditação
Às vezes aparecem distintos tipos de luzes. No começo, uma brilhante luz branca do tamanho da ponta de um alfinete pode aparecer entre as sobrancelhas. Quando os olhos se fecham, luzes de diferentes cores podem ser vistas. Estas são luzes elementais: Prithivi (terra) é amarela; Apas (água) é branca; Agni (fogo) é vermelha; Vayu (ar) é como a cor de uma fumaça clara; Akasha (éter) é azul.
A visão destas luzes é um estímulo para o Sadhana, dando fé de coisas supra físicas. A aparição das luzes indica que a pessoa está transcendendo a consciência física. Não sacuda o corpo. Sente-se perfeitamente quieto e respire muito devagar.

3. Formas nas luzes
Poderá ver formas brilhantes de devatas ou formas físicas. Pode ver o seu Ishta Devata, ou deidade tutelar, vestida com elegância e com vários adornos, flores, guirlandas, com quatro mãos e armas. Podem aparecer santos, sábios ou seres celestiais com instrumentos musicais diversos em suas mãos e te encorajarão. Poderá ver esplêndidos jardins floridos, delicadas construções palacianas, rios, montanhas, templos de ouro, cenários tão belos e pitorescos que podem ser descritos adequadamente.
Não perca o seu tempo olhando para essas visões. São somente uma curiosidade que te estimulam para convencê-lo da existência de realidades supra físicas, metafísicas. Deixe de lado essas imagens. Concentre-se no objetivo, atue seriamente e energicamente.

4. Sentimentos de separação
Durante o transcurso da prática os meditadores podem sentir que se separam de seus corpos. Terão uma imensa alegria misturada com medo; alegria ante a experiência de um corpo astral novo, luminoso; medo, devido a entrar em um plano desconhecido. Sentirão que estão girando ou flutuando no ar.

5. Consciência cósmica
Esta experiência exaltada, feliz, vem através da intuição ou samadhi. A mente inferior é retirada do mundo externo, objetivo. Os sentidos se abstraem na mente. A mente individual se faz uma com a mente cósmica. A função do intelecto, a mente objetiva e os sentidos ficam suspensos. O yogui vê a vida interna das coisas mediante o novo olho que adquiriu o olho da intuição ou da sabedoria.
O yogui que experimenta a Consciência Cósmica adquire muitas categorias de siddhis ou poderes, que são descritos no Srimad Bhagavatan como nos Raja Yoga Sutras de Patanjali Maharishi.
Há uma grande mudança em seu aspecto e em suas maneiras. Seu rosto brilha com uma luz radiante. Seus olhos estão brilhantes, são poços de alegria e bem aventurança. A consciência cósmica é uma faculdade inerente e natural de todas as pessoas. Para despertar essa consciência necessita-se de prática e disciplina. Oxalá que todos obtenham seu direito de nascimento!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Meditação - Lição 4

Mantras
Meditation and Mantras, capítulo 7
“ A eficiência do Japa se acentua de acordo com o grau de concentração. A mente deve estar fixada na Fonte. Só assim se conseguem os máximos benefícios do Mantra. Cada mantra possui uma força tremenda. É uma massa de tejas ou energia radiante que transforma a substância mental, produzindo um movimento especial no pensamento. As vibrações rítmicas produzidas pela repetição do Mantra normalizam as vibrações instáveis dos cincos corpos. O mantra controla as tendências naturais da mente para os pensamentos objetivos e contribui para fortalecer o poder espiritual”. Swami Sivananda – Prática de Yoga
Os mantras são invocações sânscritas ao Ser Supremo. Reforçadas e propulsadas pelo Japa, estas invocações passam desde o nível verbal, através dos estados mental e telepático, até converterem-se em energia pura. De todas as línguas o sânscrito é o mais aproximado à linguagem telepática devido a sua afinidade com os cinquenta sons originais.É por isso, o caminho mais direto para se chegar ao estado transcendental. Apesar das pretensões de alguns, os mantras não podem ser criados a medida dos indivíduos. Sempre existiram em um estado latente, como energias do som. Tal como a gravidade foi descoberta, mas não inventada, por Newton, os mantras foram revelados aos antigos mestres, codificados nas escrituras e transmitidos de Guru a discípulo. Ainda é tradicional que o Guru aceite nas iniciações oferendas voluntárias de frutas, flores e dinheiro. A venda de mantras é radicalmente contrária a todas as normas espirituais. Uma vez escolhidos, nem o mantra, nem a deidade, nem o Guru devem ser mudados. Existem muitos caminhos para subir a montanha. A perseverança em uma delas levará o aspirante ao cume mais rapidamente do que se desperdiçar a sua energia ao explorar todos os caminhos alternativos.
Mantras Saguna
Os mantras utilizados pelos aspirantes espirituais para obter a Realização de Deus se chamam mantras da deidade. São saguna, com propriedades, ou que produzem a forma e ajudam no processo de conceituação, do mesmo modo como fazem os símbolos visuais. Em seu tempo, a recitação dá lugar à forma real da deidade particular.
O mantra, como estrutura sonora de consciência, é a deidade mesma. Sua forma se manifesta na parte visível do som. O mantra,portanto, deve ser repetido de modo adequado, com atenção às sílabas e com ritmo. Se for traduzido, deixa de ser um mantra, porque as novas vibrações do som, criadas na tradução, já não constituem o corpo da deidade, portanto, não podem evoca-la. Somente as vibrações rítmicas das sílabas sânscritas, devidamente recitadas, podem regular as vibrações instáveis do devoto e dar lugar a que surja a forma da deidade.
Os ocidentais sentem-se inclinados a pensar que os diferentes mantras se referem aos diferentes deuses e que há uma ampla diversidade na experiência culminante. Não deve ser esquecido nunca que as deidades são aspectos da Divindade única, cuja grandeza é demasiado vasta para poder ser compreendida pela mente no início da prática espiritual. Utilizando novamente a analogia da montanha, os diferentes caminhos que levam ao cume podem ser comparados à adoração dos diversos aspectos de Deus. A montanha é única e o cume é único. Ao chegar ao topo se terá uma visão que abranja a totalidade.
No momento da iniciação pelo Guru, se escolhe a deidade ou Ishta devata. Quando não se pode descobrir sua inclinação natural, o Mestre elegerá a deidade de acordo com sua visão interna. Uma vez escolhida a deidade e o Mantra apropriados e recebida a iniciação do Guru, o aspirante deve trabalhar com seu mantra até alcançar a iluminação. O mantra se converte em sua única canção, até que suas vibrações sejam as suas próprias. Na medida em que consiga esta sintonia, se encontrará mais perto de Deus. Também pode repetir os mantras de outras deidades, de modo complementar, para adquirir atributos particulares. Por exemplo, o Maha Mrityunjaya Mantra protege contra acidentes, enfermidades incuráveis e calamidades, e concede longevidade e imortalidade. Aqueles que fazem Japa dele diariamente desfrutam de saúde, vida longa e finalmente a iluminação.
Meditação com o mantra
Existem variadas ajudas práticas para progredir na meditação com Japa que têm sido provadas por milhares de anos e estão baseadas em sons psicológicos e princípios naturais.
Um Japa mala, similar a um rosário, é frequentemente usado na repetição do mantra. Isto ajuda a energia física e ajuda no ritmo da repetição contínua. É formado por 108 contas. Uma conta adicional, o Meru, é ligeiramente maior que as outras. Este sinal indica que um mantra foi recitado conta por conta, o Japa foi repetido 108 vezes, ou um mala. Os dedos não devem cruzar o Meru. Quando chegamos a ele, damos a volta no mala e continuamos recitando o mantra em direção oposta. As contas são passadas com o dedo polegar e médio, sem utilizar jamais o indicador, que é psiquicamente negativo. O rosário nunca deve ser pendurado do umbigo e quando não estiver sendo utilizado, deve permanecer envolto em um pano limpo.
Para manter o interesse, evitar a fadiga e combater a monotonia que pode surgir de uma repetição constante das mesmas sílabas, são necessárias certas variedades no Japa, que podem ser conseguidas modificando o volume da voz. Pode se repetir o mantra em voz alta durante algum tempo, depois em sussurro e depois recitá-lo mentalmente. A mente necessita de variedade, do contrário se cansa.O principiante não acostumado com esse tipo de atividade pode surpreender-se ao não ser capaz de repetir o mantra durante mais de cinco ou dez minutos seguidos. Se perseverar e o repetir ininterruptamente ao menos durante meia hora, dará tempo ao mantra para que atue sobre sua consciência e, em poucos dias, perceberá os benefícios.
A meditação na imagem da deidade, enquanto se repete o Mantra, aumenta enormemente a eficácia do Japa. O som e a forma se correspondem e se reforçam mutuamente. As vibrações do som, por si mesmas, se feitas com cuidado e devoção, são capazes de dar lugar a forma na consciência do aspirante.
O processo pode facilitar-se enormemente visualizando-se a deidade na região do coração ou no espaço entre as sobrancelhas. Junto à visualização deve existir uma consciência dos atributos da deidade . Há que sentir que o  Senhor está dentro, emanando pureza para o coração e para a mente e manifestando sua presença por meio do poder do mantra.
Assim, ao meditar em Shiva, a energia física está concentrada em passar as contas do mala, a imagem da deidade com o terceiro olho, a lua crescente, a serpente, o tridente e todos os símbolos, ocupam um nível da mente, enquanto que o mantra OM Namah Shivaya está sendo repetido simultaneamente e, em outro nível, absorvido na consciência. A repetição do mantra tem um efeito acumulativo e ganha poder com a prática continua. Fica evidente que a meditação Japa é muito mais que um simples exercício verbal, é estado de absorção completa.
Uma vez finalizado o Japa, são importantes a oração e descanso. Quando finalizada a prática de Japa, não é aconselhável submegir-se imediatamente em atividades mundanas.
Sentando-se silenciosamente, deve-se refletir durante aproximadamente dez minutos no Senhor e sentir Sua presença. As vibrações espirituais permanecerão intactas quando começa a rotina diária. Esta corrente deve manter-se em todo momento, não importando em que estivermos ocupados. Quando a tarefa for manual, entregue suas mãos ao trabalho, mas dê sua mente a Deus. Quando o Mantra puder ser repetido ao longo de todo o dia a consciência de Deus impregnará nossa vida.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Meditação - Lição 3

Teoria: meditação com japa
Meditation and mantras, capítulo 6.
“Mediante o pensamento constante no mantra, cada um é protegido e libera-se da roda de nascimentos e mortes. Um mantra se denomina dessa maneira porque. A raiz” man “na palavra mantra provém da primeira sílaba que significa” pensar”, e “tra” significa “proteger ou liberar”, da escravidão do mundo fenomenal. Um mantra era a força criativa e outorga a bem aventurança eterna. Um mantra, quando é repetido constantemente, desperta consciência.” Swami Sivananda – Japa Yoga.
Mantra Yoga – uma ciência exata
Um mantra é uma energia mística encerrada dentro da estrutura do som. É o poder divino manifestado em um corpo sonoro. Por meio da concentração e da repetição se libera a sua energia e esta toma forma. O Japa ou Mantra Yoga é aquela prática através da qual o poder contido nos mantras é aplicado.
Cada mantra está construído a partir de uma combinação de sons derivados das cinquenta letras do alfabeto sânscrito. O sânscrito também é conhecido como Devanagri ou linguagem dos deuses. Os sábios da antiguidade, sintonizados com elevados níveis de consciência, conheciam muito bem o poder inerente contido nos sons e eles utilizavam combinações de sons para obter vibrações específicas.
Som: a semente de toda matéria
“No principio era a Palavra. A Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus”.
A “Palavra” da Bíblia é o Sabdabrahman do Tantra Hindu. Palavra, som e mantra são partes integrantes da cosmologia hindu e não podem separar-se delas. O japa, a repetição do mantra, extrai os princípios cosmológicos do terreno da teoria e os coloca para trabalhar de um modo prático. Esta é a senda do microcosmo ao macrocosmo, é o veículo que leva a pessoa de volta a sua Origem.
Durante o período de dissolução, a Energia Cósmica (Shakti) permanece inativa. Tal como a tulipa está latente dentro do bulbo, assim também este universo, tal como nós o conhecemos, está latente em Shakti. Neste instante surge uma vibração, ou o “big bang” e, como um botão de rosa, o universo se abre e se expande. Depois da primeira diferenciação, que as energias seminais do universo, a massa de energia vibrante continua diferenciando-se e expandindo-se em forma de ondas.
Na quinta diferenciação o universo evolui até o plano denso, com a criação de cinquenta sons articulados.
Sob todas as formas do mundo físico estão às ondas oscilantes dos cinquenta sons primários em distintas combinações. O som é a forma potencial e a forma é o som manifestado.
O som como energia
As silabas sagradas usadas em meditação pelos aspirantes espirituais habitualmente são nomes Sânscritos do Absoluto. Como poder divino manifestado em som, o mantra em si mesmo é o corpo da deidade. A teoria da meditação Japa diz que diante a repetição das sílabas com precisão e devoção intensa, se chama à forma da deidade que preside o mantra. A meditação em OM Namah Shivaya produz a forma de Shiva, enquanto que OM Namo Narayanaya produz a forma de Vishnu. As vibrações produzidas pelos tons de um mantra são muito importantes e sua pronúncia não pode ser uma questão fortuita.
Sintonizando com o comprimento de onda do mantra a pessoa é conduzida de volta, desde o plano denso dos sons articulados através de véu que encobre o universo material até a deidade personalizada, e, finalmente a energia primária indiferenciada do Poder Supremo.
Pensamento e som se manifestam em quatro estados fundamentais, com um som audível em um extremo do espectro e pensamento na outra. A meditação Japa nos leva desde o mais baixo destes estados ao mais elevado.
Os quatro níveis de som
Vaikhari: a palavra falada. É densa, som audível até a sua máxima diferenciação. É o pensamento transformado em um código que se chama linguagem. O pensamento, como palavra falada é o seu estado mais concreto.
Madhyama: Vibração mental. Quem fala pensa em uma linguagem e seleciona suas palavras através de seu prisma mental, nublado por preconceitos, impressões, emoções e outras limitações.
Pashyanti: estado telepático, em que se pode literalmente sentir a forma do pensamento. Este é o nível universal em que tem lugar todos os pensamento. Não há diferenciação de pensamentos, nome ou forma. Um hindu, um esquimó, um alemão e um espanhol podem olhar para a mesma flor e experimentar o pensamento dela ao mesmo tempo e na mesma linguagem não verbal.
Para: o quarto estado mais elevado é transcendental. Não está formado por nenhum comprimento de onda em particular, está por cima de todos os nomes e formas. É o substrato imutável, o substrato primitivo de todas as linguagens e é energia pura, ou Shakti. Como som potencial indiferenciado se corresponde com Sabdabrahman, à divina vibração que tudo une.
Uso das vibrações sonoras para a meditação
O japa é um método de canalizar nossa consciência desde o nível mais baixo até o nível mais elevado de pensamento puro. Repetido verbal ou mentalmente, um mantra nos eleva até o estado telepático, e mais além, até o transcendental. A pessoa não desfruta da bem aventurança, mas torna-se a bem aventurança. Esta é a verdadeira experiência da meditação. O poder do som é tremendo. Além da imagem e da forma, pode gerar idéias, emoções e experiências. Simplesmente escutando vocês, a mente pode experimentar prazer ou dor. Se alguém grita: “Uma serpente! Uma serpente!”, todos saltam imediatamente com espanto. Se tal é o poder de uma coisa comum neste mundo, imagine qual é o poder que reside no nome do Senhor.
Japa é um dos métodos mais diretos para a Realização do Ser, ou Consciência Universal. Elimina as impurezas mentais, a cólera, a avareza, luxúria e outras impurezas que escondem a luz interna. O Japa realizado com fé, devoção e pureza incrementa a força do aspirante concedendo-lhe as virtudes e poderes da deidade que preside o mantra.
O Supremo não é uma entidade individual. Deus é uma experiência que se realiza dentro de um particular comprimento de onda. O Japa Produz na mente a forma da deidade vinculada com o mantra. Mediante a prática constante, esta forma se converte no centro de nossa consciência e pode realizar-se diretamente.
Em consequência, o mantra da deidade é a deidade mesma. A repetição com concentração sobre o significado do mantra e sobre os atributos da deidade particular nos levam rapidamente a realização de Deus.
As seis partes de um mantra
1. Rishi - Aquele que teve a realização do Ser pela primeira vez mediante esse mantra e quem o deu ao mundo. O sábio Visvamitra é o rishi do Gayatri.
2. Medida - A que governa a inflexão da voz.
3. Devata - Um ser sobrenatural, superior ou inferior, que constitui o poder que sustenta o mantra. Este devata é a deidade que preside o mantra.
4. Bija - A semente: palavra ou série de palavras significativas que dão um poder especial ao mantra. A Bija é a essência do mantra.
5. Shakti - A energia da forma do mantra, quer dizer das formas das vibrações criadas por seus sonidos. Estas conduzem o devoto até o devata que é adorado.
6. Kilaka - A rolha que tampa a chaitanya (consciência pura) escondida no mantra. Assim que a rolha é removida através da repetição constante e prolongada do Nome, se revela a chaitanya. O devoto recebe a visão da Ishta Devata.
Likhita Japa
Escreve diariamente o seu mantra em um caderno durante meia hora. Quando escreve o mantra observe mouna (silêncio). Escreva o mantra com tinta e claramente. Aos domingos e durante as férias escreva-o durante uma hora. Pode desenvolver um maravilhoso poder de concentração. Do Likhita Japa provém incontáveis benefícios espirituais.
Quando se escreve o mantra não há nenhuma restrição sobre nenhum tipo especial de escritura. Pode ser escrito em qualquer idioma.
Ajuda práticas para o Japa
O tempo mais efetivo para o Japa é de manhã cedo e ao entardecer, quando predomina sattva. Quando se sentar, fique de frente para o norte ou para o leste. Isto exerce uma influencia sutil e aumenta a eficácia do Japa. Voltado para o norte estará em comunicação com os rishis dos Himalayas e será beneficiado misteriosamente com suas correntes espirituais. Um neófito espiritual deve observar esta regra. Sente-se sobre um assento de grama Kusa, uma pele de cervo ou uma manta. Estenda um pedaço de tecido sobre o assento. Isto conserva a eletricidade do corpo.
Tenha uma postura firme. Isto ajuda que a mente também se estabilize e ajuda a concentração. Faça alguma oração antes de começar o Japa. Invoca a ajuda de Ishta Devata com uma oração adequada induzindo um bhava sáttvico adequado.
Nesse momento começa o Japa, pronunciando cada sílaba do mantra corretamente e de maneira bem definida. Não repita o mantra nem muito rápido e nem muito devagar. Aumente a velocidade só quando a mente se distraia. Não faça o Japa de forma apressada. O que ajuda o aspirante a obter consciência de Deus não é o número de repetições, mas sim a pureza, a concentração, a atitude mental e o foco da mente em um só ponto. Faça Japa com devoção total.
Usar um mala te mantém atento e atua como um incentivo a seguir o Japa com continuidade. Pode não ser necessário para os discípulos avançados. A variedade no Japa é necessária para manter o interesse, evitar a fadiga e compensar a monotonia. Repita-o em voz baixa durante um tempo, depois sussurre o mantra e algumas vezes repita-o mentalmente.
Não implore a Deus por objetos mundanos enquanto faz Japa. Sinta que seu coração se purifica e que a mente se estabiliza pelo poder do mantra, com a graça de Deus.
Mantenha o seu mantra em segredo. Nunca o diga a ninguém.
Depois de terminar o Japa não deixe imediatamente o lugar, não se misture com todo mundo nem se submeta a atividades materiais. Sente-se muito quieto por pelo menos dez minutos, sussurrando alguma oração, recordando ao Senhor e refletindo sobre o seu infinito amor. Após uma devota prostração, deixe o lugar e comece com suas tarefas habituais. Desse modo as vibrações espirituais estarão intactas.
Iniciação ao mantra
Se for possível, antes de começar o Japa,busque um mestre qualificado e receba a iniciação ao mantra.
A iniciação ao mantra é a cispa que acende a energia espiritual adormecida em cada  coração um ano.uma vez que o fogo  se acendeu, se mantém mediante a meditação e o Japa diários.
No momento da iniciação, o Mestre desperta o Mantra Shakti, ou o poder do mantra, e o transmite ao discípulo. Se o discípulo é receptivo, recebe a radiante carga de energia em seu próprio coração, ficando imensamente fortalecido e amparado. A partir desse momento repita mentalmente o mantra todos os dias com fé e devoção. Isto tem um efeito purificador e a Realização de Deus acontecerá finalmente. Todo o universo vibra em um determinado comprimento de onda. Todos os mantras, ainda que igualmente eficientes, vibram em diferentes comprimento de onda. No momento da iniciação, seleciona-se um mantra, ou pelo Guru ou pelo iniciado, de acordo com o tipo mental deste último. As vibrações do mantra e as da mente do discípulo devem ser compatíveis. A mente também deve ser receptiva à deidade cuja forma assumirá finalmente. O processo de sintonizar o corpo e a mente com o mantra mediante a meditação com Japa é prolongado. Quando finalmente se obtém a sintonia, sobrevém a meditação.
No estado meditativo o fluxo das ondas de pensamentos internos, canalizadas mediante a repetição do mantra, é grandemente intensificada. Quanto mais profunda é a meditação, mais intensos são os efeitos. A concentração da mente até acima envia um torrente de força através da cabeça dando lugar a uma fina chuva de magnetismo que banha o corpo de cima a baixo em um fluxo de eletricidade suave. Dessa maneira, o poder da Meditação Japa conduz à vibração divina. A pessoa experimenta aquele silêncio eterno que engloba todos os sons.