quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Yatninha - yoga para crianças

Uma doce bruxinha…


Era uma vez uma bruxinha muito especial, porque era uma bruxinha boa, mas que não fazia a mínima ideia de como exercitar a sua bondade…. Desde pequena que tinha suportado as admoestações das outras bruxas que lhe diziam constantemente que ela tinha de ser má, como todas as demais…. E ela sofria imensamente, pois não queria ser assim!

E, por isso, todos os seus feitiços eram um fracasso…e, além disso, não encontrava ninguém que quisesse ensiná-la a ser boa. Por esse motivo, andava sempre triste.

Um dia, soube que as bruxas mais velhas se preparavam para enfeitiçar uma grande montanha, transformando-a num vulcão. Queriam destruir um pequeno povoado que se encontrava na encosta.

A bruxinha boa queria evitar tamanha maldade, mas não sabia como fazê-lo. Quando se aproximou do povoado para avisar toda a gente do que ia acontecer, as pessoas vieram para a rua e perseguiram-na, atirando-lhe pedras e gritando “Fora daqui, sua bruxa!”.

E assim dali fugiu, a correr, e sentou-se a chorar junto ao caminho que levava ao povoado. Dali a pouco chegaram umas crianças que, ao vê-la chorar, trataram logo de a consolar. Ela contou-lhes então que não queria ser uma bruxa má, mas que não sabia como pôr em prática a sua bondade. E, por isso, todas as outras bruxas a tratavam muito mal e ninguém dela gostava no povoado pois pensavam que era má.

Foi então que as crianças lhe explicaram que ser bom era muito fácil.

Bastava ajudar os outros e fazer coisas boas por eles.

— E que posso eu fazer por vocês? — disse a bruxinha.

— Podias dar-nos uns caramelos! — responderam as crianças, todas contentes.

A bruxinha ficou cheia de pena por não trazer consigo nenhuma guloseima e por não saber nenhum feitiço. Mas as crianças não se importaram com isso e foram-se embora, alegres e brincalhonas.

Mais animada, a bruxinha resolveu voltar para casa.

Mas, a meio do caminho, cruzou-se com as bruxas mais velhas que estavam a lançar o seu feitiço à montanha, entretanto transformada num imenso vulcão que começava a cuspir fogo.

Ela queria a todo o custo evitar a tragédia, mas não sabia como podia fazê-lo.

Foi então que lhe veio à cabeça um chorrilho de palavras mágicas.

E, quando se deu conta do que havia feito, viu espantada que o vulcão cuspia caramelos e guloseimas que choviam em abundância sobre o pequeno povoado!

E foi assim que a bruxinha pôde por fim realizar o sonho de ser boa, ao querer verdadeiramente ajudar os outros.

As crianças viram logo que tinha sido ela que havia sido responsável por salvá-los de forma tão doce, e contaram tudo aos habitantes do povoado.

A partir daquele dia, ninguém mais a considerou uma bruxa má.

Ficou amiga de todos, ajudando-os sempre.

E como recordação do seu primeiro (e bom) feitiço, passaram a chamar-lhe a “doce bruxinha”.

Pedro Pablo Sacristán







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Ervilhas torta recheadas


Ingredientes
200 g de ervilhas-tortas limpas e sem fios
150 g de queijo cremoso
2 colheres (sopa) de manteiga
¼ de xícara (chá) de folhas de hortelã bem picadas
1 colher (chá) de açúcar
1 colher (chá) de molho de raiz-forte
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo
Escalde as ervilhas em água fervente por 1 minuto. Escorra e coloque em água gelada para manter a cor e interromper o cozimento. Seque com papel absorvente e reserve.
Na batedeira, bata o queijo com a manteiga até ficar cremoso. Sem bater, adicione os demais ingredientes e transfira para um saco de confeitar. Reserve.
Com uma faca afiada ou tesoura, abra o lado reto de cada ervilha e recheie. Leve à geladeira por 1 hora antes de servir.


Alimente-se bem e pratique Yoga.





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Eu posso responder isto? - Swami Sivananda

8. Se Deus está além do alcance dos sentidos, Ele deve ser uma não-entidade, um mero vazio, um conceito negativo, uma abstração metafísica. Algo além dos sentidos? Como poderia ser isso?

Não posso acreditar nessas coisas. Eu sou um cientista. Eu quero provas laboratoriais precisas. Você quer provas laboratoriais? Muito bem mesmo! Você deseja limitar o Deus ilimitado em seu tubo de ensaio, zarabatana e produtos químicos. Deus é a fonte de seus produtos químicos. Ele é o substrato para seus átomos, elétrons e moléculas. Sem Ele, nenhum átomo ou elétron se moverá. Ele é o governante interno, Antaryamin. Ele é o Niyanta. Sem ele o fogo não pode queimar, o Sol não pode brilhar, o ar não pode se mover. Sem ele, você não pode ver, não pode falar, não pode ouvir, não consigue pensar. Ele é o criador de todas as leis científicas, a lei da gravitação, a lei da coesão, a lei da atração e da repulsão, etc. Ele é o legislador. Curve-se a ele com fé e devoção. Você terá um profundo conhecimento da Ciência das Ciências, Brahma Vidya, através da Sua graça e você alcançará Moksha.








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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Quanto tempo durou 2017?

Quanto tempo dura um ano?
Um mês a gente cantarola... 
“A vida inteira de um inseto
Um embrião pra virar feto
A folha do calendário
O trabalho pra ganhar o salário”
Um ano pode durar uma porção bem variável de tempo. Um ano, meu querido, não se iluda, pode durar uma década ou mais. Pode ter dias eternos e semanas em que se murcha quase que para sempre. Pode desenhar em nós um escoadouro, uma falésia, pode sulcar a pele, gerar reminiscências profundas, marcas resistentes e rugas de angústia. Um ano pode nos impossibilitar tudo – ou deixar claro que poderia impossibilitar - como um furacão no meio da noite, velado pela escuridão, e nos deixa de olhos abertos e vagos, cegos de desespero, a procura de algum – qualquer - abrigo, que meramente pode não haver. Um ano às vezes é bastante tempo, às vezes é tempo demais. Às vezes um ano não finda, em vez disso, renunciamos a ele e, com ele, abstermos-nos de várias coisas: de um romance, de uma memória, de uma fé, de um início, de uma existência. Renunciamos a partes de nós das quais apreciávamos. Na verdade, às vezes renunciamos das nossas partes mais amadas de nós mesmos: da ingenuidade, da credulidade, da confiança, da crença. Há anos que nos dizimam com sua virulência realista, sem sentido, sem razão, sem paridade, desigualmente. Que nos dão uma demonstração livre, pura e inescapável da atrocidade da vida e das coisas: “não, amigos, não espere nenhum tipo de regra estipulada, merecimento ou pagamento por serviços prestados” - e nos senta um sonoro tabefe. Há anos que nos assombram, nos tiram as referências e nos arrasam. A benção de anos assim é que se sobrevivemos, levamos conosco somente o substancial e as pessoas primordiais, que - outra vantagem de anos como esse - descobrimos claramente do que se trata e quem são. Como o refugiado, o emigrante, o desabrigado, o sobrevivente, a despeito de tudo e todos e, apesar de lidarmos com perdas - ou com a possibilidade quase claras delas - lidamos também com a maior das vitórias e o maior dos desafios: saber do que somos capazes e do que somos feitos, resgatamos o que há de melhor em nós. Se você ainda não se refez saiba que nós seres humanos somos como as pimenteiras, um pouco de água (fé, amor) e nos refazemos. 
E agora que estamos fortes e robustos; que nos esforcemos para cuidar dos demais e que 2018 seja um ano voltado a orações de paz e agradecimentos. 
Ps. Temos força espiritual para carregar um elefante!

Que venha 2018, 
com coragem e amor
Janisleine Mara

Eu posso responder isto? - Swami Sivananda



7. Dê-me uma prova muito simples, mas muito impressionante para a existência da alma.
Você diz na vida diária: "Meu corpo", "Meu Prana", "Minha mente", "Meu Indriya". Isso claramente denota que o Eu ou Atman é inteiramente diferente do corpo, da mente, do Prana e dos Indriyas. A mente e o corpo são seus servos ou instrumentos. Eles estão tão fora de você como estas toalhas, cadeiras, copos estão. Você está segurando o corpo assim como você está segurando uma longa bengala na mão. Você é o possuidor ou proprietário desse corpo. O corpo é sua propriedade ou posse. O corpo, os sentidos, a mente, etc., não são a alma, mas pertencem a ela.






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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Como todo mundo

Como todo mundo, eu também tenho medo.
Quero evanescer. Bater as asas. Lagrimar. Clamar. Calar. Poder de não ter poder.
Coraçãozinho encolhido, minúsculo. Desalento infantil. Os desalentos se sentam e se alimentam comigo. Eu fraquejo. Cedo, tombo.
Tempos de ser Alice. Entro através do espelho. Não me mire, não é nadinha, não. São momentos, eles passam.
Eu escuto as minhas dores, elas papeiam comigo. Mas elas viajam, vão embora. É a lassidão.
Pauso, sim, até eu. Um ser imperceptível. Escolho as minhas contendas, mas elas também me dividem, dizimam, ferem. Glórias tem um valor, saiba.
Sou astro rei, manhãs cristalinas, um tanto... Mas essencialmente e ocasionalmente trevas, sem satélite e sem lume. Preciso escurecer.
Descansar é preciso, distrair-se mesmo.
O dia chega. Chego para ele. Em um andar mais harmonioso, mas vagaroso e mais manso. Henri Salvador a cantar. E eu a dançar e a amar minhas intensidades. Isto é o suficiente. 






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A Flauta do Coelho


O coelhinho Felizardo tinha uma flauta maravilhosa e sabia tocá-la tão bem que todo mundo queria ouvi-lo. Se havia uma festa, lá ia ele com o seu instrumento para tocar músicas alegres, que divertiam a todos.
Um dia, ele viu tantos doentes nas calçadas das ruas de sua cidade Coelhândia, que ficou com pena daquela gente sofredora e resolveu buscar ajuda para construir um hospital para os doentes pobres.
Saiu levando consigo a extraordinária flauta.
Depois de viajar por vários lugares, passou pela Porcolândia e soube que as filhas do rei Porco estavam muito doentes.
Que será que tinham as princesas, filhas do rei da Porcolândia?
Contaram ao coelhinho Felizardo que uma das princesas não gostava de comer nada do que sua mãe mandasse que preparassem para ela. A outra princesa, ao contrário, era gulosa e queria comer toda hora, mesmo que sua mãe achasse que ela não deveria comer.
Resultado:
A princesa que não comia ficou magra, muito magra, e a princesa gulosa ficou gorda, muito gorda!
Dizia o povo da Porcolândia que a princesa magra era só pele e osso, e que a princesa gorda quase não passava nas portas e mal cabia nas cadeiras do palácio.
Ficando mocinhas, as princesas passaram a viver tristes, chorando pelos cantos do palácio, pois uma delas se olhava no espelho e se via magra, muito magra e a outra, gorda, muito gorda!
E, com aquela tristeza, cada vez a princesa magra comia menos e cada vez a princesa gorda comia mais.
O rei, então mandara anunciar em todo o reino que daria um saco cheio de ouro a quem conseguisse fazer a princesa gorda emagrecer e fazer a princesa magra engordar.
Os melhores médicos do mundo tinham ido ao palácio tentar curá-las. Haviam receitado todos os remédios possíveis, mas com nenhum resultado. A princesa gorda continuava gorda e a princesa magra continuava magra!
Agora, diziam os médicos, a doença das duas já é outra e se chama tristeza.
Ao saber disso, o coelhinho Felizardo, com pena das princesinhas que viviam tão tristes resolveu ir falar com o rei Porco e ofereceu-se para distrair as princesinhas tocando para elas a sua maravilhosa flauta.
O rei não acreditava mais na cura de suas filhas, mas resolveu experimentar e consentiu que o coelho fosse tocar flauta para as princesinhas.
E assim, todas as manhãs durante dias seguidos, com sua flauta maravilhosa o coelhinho Felizardo ia tocar as músicas mais lindas para a princesa gorda que vivia triste a chorar.
E era tal a beleza das músicas e a bondade do coelho era tanta, que a princesa gorda, muito gorda, foi deixando de chorar. Passou a ser alegre, a rir, a brincar e foi ficando magra, magra, mais magra.
A tarde, Felizardo tocava para a princesa magra as músicas mais alegres. E ela, tanta alegria tinha ao ouvir a flauta e ao sentir a bondade do coelhinho que foi ficando mais gorda, gorda, mais gorda.
No fim de certo tempo, as duas princesas foram pesar-se e, para alegria delas e de todos, perceberam que estavam com o peso certo: não eram muito gordas, nem muito magras. Estavam elegantes, bonitas.
O rei, como é natural, ficou contentíssimo e para comemorar o acontecimento, deu uma grande festa, à qual compareceram todos os habitantes do reino da Porcolândia e o coelhinho Felizardo, como convidado especial. Então, no meio da alegria geral, o rei deu ao coelhinho o prêmio que merecera: um saco cheio de ouro.
Acabada a festa, Felizardo despediu-se do rei e das duas princesas que não estavam nem muito gordas nem muito magras.
E, carregando a flauta maravilhosa e o saco de ouro, voltou muito contente para sua casa. Chegando a Coelhândia, mandou construir um grande hospital, aonde ia todos os dias tocar flauta para os doentes.








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