segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Indiretas Yogui

 


Serviço altruísta é a melhor yoga para a evolução espiritual. Servi tem um efeito mágico na mente do buscador. Servi dissolve as durezas do coração. Faça uma saudação com reverência a tudo. A saudação ajudará você a sentir a Presença Divina e quebra seu orgulho e egoísmo. Faça saudação até mesmo para as formigas, cachorros, pedras, árvores, rio, céu, cadeira, mesa, pilar, pote de ferro. Vida e energia estão lá. Fale com eles. Faça isso por alguns meses e observe as mudanças em si mesmo. Eu falo com todos eles e você? 






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Com Amor Janisleine Mara


sábado, 19 de dezembro de 2020

Indiretas Yogui


Namaste.... assim bonitinho, simplesinho, sem o “ ^ “, a forma correta, sem frescura, sem o “Deus em mim....” ah, vocês já sabem ( e deveriam esquecer , não vou tocar tambor para maluco dançar). É só uma manifestação de cortesia; demonstração de cuidado ou respeito, só isso.

Nós temos seis pramanas como meios corretos de conhecimento preciso e de verdades: percepção (sânscrito pratyakṣa), inferência (anumana), comparação e analogia (upamana ), postulação, derivação de circunstâncias (arthapatti), não percepção, prova negativa / cognitiva (anupalabdhi) e a  palavra, testemunho de especialistas confiáveis do passado ou do presente (Sabda).  Eu aprendi isto com meus professores e Namaskaram para eles!







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Com Amor Janisleine Mara


 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

A história de Satyakama


Um dia o menino Satyakama dirigiu-se à sua mãe e disse: "Mãe, desejo tornar-me um estudante

religioso. Qual é o meu nome de família?"

"Meu filho", replicou a mãe, "eu não sei. Na minha juventude, fui uma criada e trabalhei em

muitos lugares. Não sei quem foi o teu pai. Eu sou Jabala, e tu és Satyakama. Chamai a ti mesmo de Satyakama Jabala."

Depois disso, o garoto dirigiu-se a Gautama e pediu para ser aceito como aluno. "De que família és, meu rapaz?", indagou o sábio.

Satyakama replicou: "Perguntei a minha mãe qual era o meu nome de família, e ela respondeu: 'Eu não sei. Na minha juventude fui uma criada e trabalhei em muitos lugares. Não sei quem foi o teu pai. Sou Jabala, e tu és Satyakama. Chamai a ti mesmo de Satyakama Jabala!' Assim sendo, sou Satyakama Jabala, senhor."

O sábio então disse: "Ninguém, a não ser um verdadeiro Brahmane teria falado assim. Vai buscar alimento para o fogo, pois vou instruir-te. Não te desviaste da verdade."

Após iniciar Satyakama, o sábio deu-lhe quatrocentas cabeças de gado magras e doentes, dizendo, "Cuida bem delas, meu rapaz." O garoto levou-as imediatamente para a floresta, prometendo a si mesmo não retornar até que elas se tivessem transformado em mil. Morou na floresta por muitos anos e, quando o número de cabeças de gado chegou a mil, o touro do rebanho aproximou-se dele e disse: "Satyakama, nós nos tornamos um rebanho de mil. Leva-nos a casa do teu mestre, e ensinar-te-ei uma medida de Brahman."

"Fala, por favor", disse Satyakama.

O touro disse então: "O Leste é uma parte do senhor, bem como o Oeste; o Sul é uma parte do senhor, bem como o Norte. Os quatro pontos cardeais formam uma medida de Brahman. O fogo ensinar-te- á outra."

No dia seguinte, Satyakama iniciou sua jornada. No final da tarde acendeu um fogo e, quando se sentou virado para o Leste para fazer suas devoções, ouviu uma voz vinda do fogo que disse: "Satyakama, vou te ensinar uma medida de Brahman. Esta terra é uma porção de Brahman. O firmamento e as regiões celestiais são porções dele. O oceano é uma porção dele. Tudo isso forma uma medida de Brahman. Um cisne ensinar-te-á outra."

Satyakama continuou sua jornada. Na noite seguinte, quando acendeu o fogo e sentou-se virado para o Leste para fazer suas devoções, um cisne voou na sua direção e disse: "Vim para te ensinar uma medida de Brahman. Esse fogo aceso na tua frente, O Satyakama, é uma parte de Brahman, bem como a Lua; o relâmpago, também, é uma parte dele. Todos esses formam uma medida de Brahman. Um mergulhão ensinar-te-á outra."

Na noite seguinte, quando Satyakama acendeu o fogo e sentou-se virado para o Leste para fazer suas devoções, um mergulhão aproximou-se dele e disse: "Vou te ensinar uma medida de Brahman. A respiração é uma parte de Brahman, a visão é uma parte de Brahman, a audição é uma parte de Brahman, a mente é uma parte de Brahman. Todos esses formam uma medida de Brahman."

Finalmente, o jovem chegou à casa de seu mestre e apresentou-se reverentemente diante dele. Assim que Gautama o viu, exclamou: "Meu filho, a tua face brilha como a de um conhecedor de Brahman. Quem te instruiu?"

"Seres diferentes do homem", respondeu Satyakama; "porém desejaria que vós me ensinásseis também, pois ouvi dos sábios que somente o conhecimento que o Guru confere levará ao bem supremo."

O sábio então ensinou-lhe aquele conhecimento, sem deixar nada de lado.

Upakosala residiu como aluno na casa de Satyakama por doze anos. Embora o mestre permitisse que outros discípulos voltassem às suas casas depois de lhes ter sido adequadamente ensinado o caminho da verdade, Upakosala não teve permissão para partir. A esposa de Satyakama suplicou a seu marido que acabasse de instruí-lo para que ele pudesse ir para casa, como os outros, porém Satyakama não somente se recusou a fazê-lo como partiu para uma viagem. Com isso, Upakosala ficou tão triste e doente no coração que não conseguia nem comer. A esposa do mestre servia-lhe comida, e tratava-o em tudo com a mais meiga afeição, porém sem qualquer resultado. Finalmente o rapaz lamentou-se para ela: "Ó mãe, meu coração está ainda tão impuro; estou infeliz demais para comer!"

Então uma voz de dentro do fogo que ele estava vigiando disse: "Esta vida é Brahman. O céu é Brahman. A bem-aventurança é Brahman. Conhece Brahman!"

"Eu sei que a vida é Brahman", replicou Upakosala. "Porém, que o céu seja Brahman, ou que a bem-aventurança seja Brahman, isso eu não sei."

Mais uma vez surgiu a voz de dentro do fogo, desta vez explicando que o céu significava o lótus do coração, onde Brahman habita, e que a bem-aventurança significava a bem-aventurança de Brahman. "Ambos", disse a voz, "se referem a Brahman"; e, continuando, a voz ensinou a Upakosala o seguinte: "A terra, a comida, o fogo, o Sol - tudo isso que veneras são formas de Brahman. Aquele que é visto no Sol - aquele sou eu. Aquele que mora no céu e faz do relâmpago a sua casa - aquele também sou eu. Conhece bem a verdadeira natureza do mundo para que ela nunca possa te causar dano."

Consequentemente, o fogo, que tinha sido apenas um fogo terrestre com o qual se preparavam sacrifícios, assumiu um novo aspecto, e tornou-se o próprio Senhor. A Terra transformou-se; a vida transformou-se; o Sol, a Lua, as estrelas, o relâmpago tudo estava transformado e divinizado. Foi assim que a verdadeira natureza de todas as coisas foi revelada a Upakosala.

No tempo devido, Satyakama voltou a casa. Quando viu Upakosala, disse: "Meu filho, a tua face brilha como a de um conhecedor de Brahman. Quem te instruiu?"

"Seres diferentes do homem", replicou Upakosala. Satyakama então disse: "Meu filho, o que aprendeste é verdade. Verdadeiro também é o que te ensino agora. Contempla aquele que sabe que nenhum mal se fixará, do mesmo modo como gotas de água não se fixam na folha do lótus: "Aquele que reluz nas profundezas dos teus olhos - é Brahman; ele é o teu próprio Eu. Ele é O Belo, O Luminoso. Em todos os mundos, para todo o sempre, ele brilha!"

Quando Svetaketu tinha doze anos de idade, seu pai Uddalaka lhe disse: "Svetaketu, agora deves ir para a escola e estudar. Ninguém da nossa família, meu filho, é ignorante a respeito de Brahman."

Consequentemente, Svetaketu procurou um mestre e estudou por doze anos. Depois de decorar todos os Vedas, voltou para casa cheio de orgulho com seu aprendizado.

Seu pai, percebendo a vaidade do jovem, disse a ele: "Svetaketu, pediste aquele conhecimento pelo qual ouvimos o que não é audível, pelo qual percebemos o imperceptível, pelo qual conhecemos o incognoscível?"

"O que é esse conhecimento, senhor?", perguntou Svetaketu. "Meu filho, do mesmo modo como ao se conhecer um monte de barro, todas as coisas feitas de barro são conhecidas, havendo a diferença apenas no nome e surgindo da fala, sendo verdade que todas são de barro; do mesmo modo como ao se conhecer uma pepita de ouro, todas as coisas feitas de ouro são conhecidas, estando a diferença apenas no nome e surgindo da fala, sendo verdade que todas são ouro exatamente assim é aquele conhecimento que, conhecendo-o, conhecemos tudo."

"Com toda a certeza, meus veneráveis mestres ignoram esse conhecimento; pois, se o possuíssem, tê-lo-iam ensinado a mim. Ensinai-me então, senhor, esse conhecimento."

"Assim seja", disse Uddalaka, e continuou então: "No início havia a Existência, apenas Um, sem segundo. Alguns dizem que no início havia apenas a não-existência, e que dela nasceu o Universo. Porém, como poderia ser tal coisa? Como poderia a existência nascer da não-existência? Não, meu filho, no início havia apenas a existência - somente Um, sem que houvesse outro. Ele, o Uno, pensou: Serei muitos, expandir-me-ei. Assim, projetou o Universo a partir de si mesmo, e entrou dentro de cada ser e de tudo. Tudo o que existe possui o seu ser somente nele. Ele é a verdade. Ele é a essência sutil de tudo. Ele é o Eu. E isso, Svetaketu, ISSO ÉS TU."

"Por favor, senhor, dizei-me mais a respeito desse Eu."

"Assim seja, meu filho: "Assim como as abelhas fazem o mel reunindo sucos de inúmeras plantas e árvores floríferas, e como esses sucos, reduzidos a um único mel, não sabem de que flores vieram individualmente, da mesma forma, meu filho, todas as criaturas, quando estão incorporadas àquela Existência única, seja no sono sem sonhos ou na morte, nada sabem a respeito do seu estado passado ou presente, devido à ignorância que as envolve não sabem que estão fundidas com ela e que delas vieram.

"Seja o que for que essas criaturas sejam, um leão, ou um tigre, ou um javali, ou um verme, ou um borrachudo, ou um mosquito, elas assim permanecem depois que voltam do sono sem sonhos. "Todas elas têm seu Eu apenas nele. Ele é a verdade. Ele é a essência sutil de tudo. Ele é o Eu. E isso, Svetaketu, ISSO ÉS TU." "Por favor, senhor, dizei-me mais a respeito desse Eu."

"Assim seja, meu filho:

"Os rios do Leste correm na direção do Leste, os rios do Oeste correm na direção do Oeste, e todos vão para o mar. Eles passam de mar para mar, as nuvens os elevam para o céu como vapor e os mandam para baixo como chuva. E como esses rios, quando se unem com o mar, não sabem se são este ou aquele rio, da mesma forma todas as criaturas que mencionei, quando voltam de Brahman, não sabem de onde vieram.

"Todos esses seres têm seu eu somente nele. Ele é a verdade. Ele é a essência sutil de tudo. Ele é o Eu. E isso, Svetaketu, ISSO ÉS TU."

"Por favor, senhor, dizei-me mais a respeito desse Eu."

"Assim seja, meu filho: "Se alguém uma vez golpeasse a raiz desta grande árvore, ela sangraria, mas viveria. Se golpeasse seu caule, ela sangraria, mas viveria. Se golpeasse seu topo, ela sangraria, mas viveria. Impregnada pelo eu vivente, esta árvore permanece firme, e se alimenta; porém, se o Eu partisse de um dos seus galhos, esse galho murcharia; se o abandonasse por um segundo, ele murcharia. Se o abandonasse pela  a parte de um segundo, ele murcharia. Se ele saísse de toda a árvore, toda a árvore murcharia.

"Do mesmo modo, meu filho, conhece isto: o corpo morre quando o Eu o deixa porém o Eu não morre. "Tudo o que existe tem o seu Eu apenas nele. Ele é a verdade. Ele é a essência sutil de tudo. Ele é o Eu. E isso, Svetaketu, ISSO ÉS TU."

"Por favor, senhor, dize-me mais a respeito desse Eu."

"Assim seja. Traze uma fruta daquela árvore Nyagrodha."

"Aqui está, senhor."

"Parte-a."

"Está partida, senhor."

"O que vês?"

"Algumas sementes, extremamente pequenas, senhor."

"Parte uma delas."

"Está partida, senhor."

"O que vês?"

"Nada, senhor."

"A essência sutil tu não a vês, e nela está o todo da árvore Nyagrodha. Acredita, meu filho, que naquilo que é a essência sutil - todas as coisas têm sua existência. Aquilo é a verdade. Aquilo é o Eu. E aquilo, Svetaketu, AQUILO ÉS TU!"

"Por favor, senhor, dizei-me mais a respeito desse Eu."

"Assim seja. Coloca este sal na água, e volta aqui amanhã pela manhã."

Svetaketu fez como lhe foi solicitado. Na manhã seguinte, seu pai pediu-lhe para trazer o sal que havia colocado na água. Porém, ele não pôde fazê-lo porque o sal se havia dissolvido. Uddalaka então disse:

"Prova a água e dize-me que gosto ela tem."

"Está salgada, senhor."

"Do mesmo modo", continuou Uddalaka, "embora não vejas Brahman neste corpo, na verdade ele está aqui. Naquilo que é a essência sutil - todas as coisas têm sua existência. Aquilo é a verdade. Aquilo é o Eu. E aquilo, Svetaketu, AQUILO ÉS TU."

"Por favor, senhor, dizei-me mais a respeito desse Eu", pediu novamente o jovem.

"Assim seja, meu filho: "Do mesmo modo como um homem com os olhos vendados pode ser levado para longe e abandonado num lugar estranho; e, tendo sido tratado assim, pode voltar-se para todos os lados e gritar para que alguém remova a sua venda e lhe mostre o caminho de casa;e alguém, atendendo ao seu chamado, poderá soltar a sua venda e dar-lhe conforto; e, depois de caminhar de povoado em povoado, perguntando seu caminho à medida que avança, ele finalmente chega à sua casa - assim um homem que encontra um mestre iluminado obtém o verdadeiro conhecimento.

"Aquele que é a essência sutil - nele todos os seres têm sua existência. Ele é a verdade. Ele é o Eu. E Aquele, Ó Svetaketu, AQUELE ÉS TU."

"Por favor, senhor, dizei-me mais a respeito desse Eu."

"Assim seja, meu filho: "Quando um homem está fatalmente doente, seus parentes se reúnem em volta dele e perguntam:

'Tu me conheces? Tu me conheces?' Enquanto sua fala não estiver incorporada à sua mente, sua mente ao seu alento, seu alento ao seu calor vital, seu calor vital ao Ser Supremo, ele os conhecerá. Porém, quando sua fala estiver incorporada à sua mente, sua mente ao seu alento, seu alento ao seu calor vital, seu calor vital ao Ser Supremo, então ele não os conhecerá.

"Aquele que é a essência sutil - nele todos os seres têm sua existência. Ele é a verdade. Ele é o Eu. E Aquele, Ó Svetaketu, AQUELE ÉS TU."

Narada aproximou-se um dia de Sanatkumara e pediu para ser instruído. Quando Sanatkumara perguntou: "O que já estudastes?". Narada replicou que havia estudado todos os ramos do aprendizado - a arte, a ciência, a música e a filosofia, bem como as escrituras sagradas. "Porém", disse ele, "não obtive paz.

Estudei tudo isso, mas não conheço o Eu. Ouvi de grandes mestres como vós que aquele que conhece o Eu supera a dor. O meu destino é sempre a dor. Ajudai-me, eu vos imploro, a superá-la."

Sanatkumara disse: "Tudo que leste é apenas nome. Medita no nome como Brahman."

Narada perguntou: "Existe algo mais elevado do que o nome?"

"Sim, a linguagem é mais elevada do que o nome. É através da linguagem que chegamos a conhecer os diversos ramos do aprendizado, que chegamos a saber o que é certo e o que é errado, o que é verdadeiro e o que não é verdadeiro, o que é bom e o que é mau, o que é agradável e o que não é agradável.

Pois, se não houvesse a linguagem, nem o certo nem o errado seriam conhecidos, nem a verdade nem a falsidade, nem o bem nem o mal, nem o agradável nem o desagradável. A linguagem permite que conheçamos tudo isso. Medita na linguagem como Brahman." "Senhor, existe alguma coisa mais elevada do que a linguagem?" "Sim, a mente é mais elevada do que a linguagem. Do mesmo modo como o punho fechado segura duas frutas amalaka, duas frutas kola ou duas frutas aksha, a mente segura o nome e a linguagem. Pois, se um homem, em sua mente, pensa em estudar os hinos sagrados, ele os estuda; se, em sua mente, pensa em fazer determinadas ações, ele as faz; se, em sua mente, pensa em formar família e riqueza, ele as forma; se, em sua mente, pensa em ser feliz neste mundo e no outro, ele o é, aqui e lá. A mente é o principal órgão interno do Eu. A mente é o caminho para a felicidade. Medita sobre a mente como Brahman."

"Senhor, existe algo mais elevado do que a mente?" "Sim, a vontade é mais elevada do que a mente. Pois, quando um homem quer, ele pensa, em sua mente; e quando pensa, em sua mente, ele produz a linguagem; e quando produz a linguagem, ele veste sua linguagem com palavras. Tudo isso, consequentemente, gira em torno da vontade, consiste na vontade, e reside na vontade. Medita na vontade como Brahman."

"Senhor, existe alguma coisa mais elevada do que a vontade?" "Sim, a vontade com discernimento é mais elevada do que a simples vontade. Pois, quando um homem possui discernimento e analisa suas experiências passadas e considera, baseado nelas, o que poderá ocorrer no futuro, ele exerce corretamente a sua vontade no presente. Medita sobre a vontade com discernimento como Brahman."

"Senhor, existe algo mais elevado do que a vontade com discernimento?"

"Sim, a concentração é mais elevada do que a vontade com discernimento. Aqueles que alcançam a grandeza aqui na Terra, fazem-no através da concentração. Assim, enquanto pessoas insignificantes e vulgares estão sempre tagarelando e discutindo e se ofendendo mutuamente por falta de concentração, os grandes homens, que a possuem, obtêm sua recompensa. Medita na concentração como Brahman."

"Senhor, existe alguma coisa mais elevada do que a concentração?"

"Sim, a percepção interior é mais elevada do que a concentração. Através dela compreendemos todos os ramos do aprendizado, e compreendemos o que é certo e o que é errado, o que é verdadeiro e o que é falso, o que é bom e o que é mau, o que é agradável e o que é desagradável. Este mundo e o outro mundo são compreendidos através da percepção interior. Medita na percepção interior como Brahman."

Do mesmo modo Sanatkumara ensinou Narada a meditar sobre Brahman como poder, como alimento, como água, como fogo, como éter, e a meditar sobre ele como memória, esperança, e como o princípio da vida.

Sanatkumara disse então: "Porém, verdadeiramente, o verdadeiro conhecedor é aquele que conhece a Verdade eterna."

"Venerável senhor, desejo ser um verdadeiro conhecedor."

"Pede então para conhecer a Realidade infinita."

"Senhor, desejo conhecê-la."

"Somente quando um homem percebe a Verdade eterna é que ele a declara. Aquele que reflete sobre ela percebe-a. Sem reflexão, ela não é percebida.

"E somente aquele que tem fé e respeito reflete sobre a Verdade eterna.

"E somente aquele que acompanha um Guru obtém a fé e o respeito.

"E somente acompanha um Guru aquele que luta para conseguir autocontrole. "E só alcança o autocontrole aquele que encontra felicidade nele. Pede para conhecer essa felicidade."

"Senhor, desejo conhecê-la."

"O infinito é a fonte da felicidade. Não existe felicidade no finito. Somente no infinito existe a felicidade. Pede para conhecer o Infinito."

"Senhor, desejo conhecê-lo."

"Onde não se vê nada exceto o Uno, não se ouve nada exceto o Uno, não se conhece nada exceto o Uno lá é o Infinito. Onde se vê outro, se ouve outro, se conhece outro - lá é o finito. O Infinito é imortal,

o finito é mortal."

"No que repousa o Infinito?"

"Na sua própria glória - não, nem mesmo nisso. Diz-se no mundo que as vacas e os cavalos, os elefantes e o ouro, escravos, esposas, campos e casas são a glória do homem porém, essas são coisas pobres e finitas. Como poderá o Infinito repousar em outro lugar que não seja em si próprio ? "

"O Infinito está embaixo, em cima, atrás, na frente, à direita, à esquerda. Sou tudo isso. Esse Infinito é o Eu. O Eu está embaixo, acima, atrás, na frente, à direita, à esquerda. Sou tudo isso. Aquele que conhece, que medita a respeito e percebe a verdade do Eu - se delicia no Eu, se revela no Eu, se rejubila no Eu. Ele se torna mestre de si mesmo, e mestre de todos os mundos. Escravos são aqueles que não conhecem essa verdade. "Aquele que conhece, medita a respeito e percebe essa verdade do Eu descobre que tudo - a energia primária, o éter, o fogo, a água, e todos os outros elementos, a mente, a vontade, a concentração, a linguagem, os hinos sagrados, o Universo todo, na verdade emana dele. "Está escrito: Aquele que percebeu a Verdade eterna não vê a morte, nem a doença, nem a dor; ele vê tudo como o Eu, e obtém tudo.

"O Eu é único, e tornou-se tudo. "Quando os sentidos são purificados, o coração se purifica; quando o coração é purificado, existe uma constante e incessante lembrança do Eu; quando existe uma constante e incessante lembrança do Eu, todos os vínculos são desfeitos e a liberdade é alcançada."

Assim, o Venerável Sanatkumara ensinou a Narada, que era puro de coração, como passar da escuridão para a luz.

Dentro da cidade de Brahman, que é o corpo, existe o coração, e dentro do coração existe uma pequena casa. Essa casa possui a forma de um lótus, e dentro dela mora aquilo que deve ser procurado, investigado e percebido.

O que é então que, morando dentro dessa pequena casa, desse lótus do coração, deve ser procurado, investigado e percebido?

Tão grande quanto o Universo exterior, é o Universo dentro do lótus do coração. Dentro dele estão os céus e a Terra, o Sol, a Lua, o relâmpago, e todas as estrelas. O que está no macrocosmo está nesse microcosmo.

Todas as coisas que existem, todos os seres e todos os desejos estão na cidade de Brahman; o que então acontece com eles quando a velhice se aproxima e o corpo se dissolve na morte ?

Apesar de a velhice chegar ao corpo, o lótus do coração não envelhece. Por ocasião da morte do corpo, ele não morre. O lótus do coração, onde Brahman existe em toda a sua glória - ali, e não no corpo, está a verdadeira cidade de Brahman. Brahman, que ali habita, não é tocado por qualquer ação, não envelhece, é imortal, está livre da dor, da fome e da sede. Seus desejos são desejos perfeitos, e seus desejos são satisfeitos.

Do mesmo modo como aqui na Terra toda a riqueza que alguém obtém é apenas transitória, também são transitórias as alegrias celestiais obtidas pela execução de sacrifícios. Consequentemente, aqueles que morrem sem haver percebido o Eu e seus desejos corretos não encontram felicidade permanente em qualquer mundo a que possam ir; enquanto aqueles que perceberam o Eu e seus desejos corretos encontram felicidade permanente em todos os lugares.

Se o sábio deseja ver seus pais do mundo espiritual, seus pais vêm ao seu encontro. Na companhia deles, ele é feliz.

Se deseja ver suas mães do mundo espiritual, suas mães vêm ao seu encontro. Na companhia delas, ele é feliz.

Se deseja ver seus irmãos do mundo espiritual, seus irmãos vêm ao seu encontro. Na companhia deles, ele é feliz.

Se deseja ver suas irmãs do mundo espiritual, suas irmãs vêm ao seu encontro. Na companhia delas, ele é feliz.

Se deseja ver seus amigos do mundo espiritual, seus amigos vêm ao seu encontro. Na companhia deles, ele é feliz.

Se deseja perfumes e grinaldas celestiais, perfumes e grinaldas celestiais vêm ao seu encontro. Ele é feliz por possuí-los.

Se deseja comida e bebida celestiais, comida e bebida celestiais vêm ao seu encontro. Ele é feliz por possuí-las.

Se deseja música e canções celestiais, música e canções celestiais vêm ao seu encontro. Ele é feliz por possuí-las.

Na verdade, seja o que for que um tal conhecedor de Brahman possa desejar, imediatamente o obtém; e após obtê-lo é louvado pelos homens. A satisfação dos desejos corretos está ao alcance de todos, porém um véu de ignorância obstrui o ignorante. É por isso que, embora desejem ver seus mortos, seus entes queridos, não podem vê-los.

Ansiamos por nossos entes queridos, entre os' vivos ou entre os mortos, ou existe algo pelo qual ansiamos e, contudo, apesar de todo nosso desejo, não o obtemos? Tudo será nosso se apenas mergulhamos profundamente no interior, até o lótus do coração onde habita o Senhor. Sim, o objeto de todo desejo correto está ao nosso alcance, embora invisível, escondido por um véu de ilusão.

Do mesmo modo como uma pessoa que não saiba que um tesouro repleto de ouro se encontra enterrado embaixo dos seus pés poderá passar por cima dele repetidamente e não encontrá-lo, assim todos os seres vivem cada momento na cidade de Brahman, porém nunca o encontram, devido ao véu da ilusão atrás do qual ele está escondido.

O Eu reside dentro do lótus do coração. Sabendo disso, consagrado ao Eu, o sábio penetra diariamente nesse santuário sagrado.

Absorto no Eu, o sábio se liberta da identidade com o corpo e vive num estado jubiloso de consciência. O Eu é o imortal, o que não tem medo; o Eu é Brahman. Esse Brahman é a Verdade eterna.

O Eu dentro do coração é como uma fronteira que separa o mundo daquele. O dia e a noite não atravessam essa fronteira, nem a velhice, nem a morte; nem a dor ou o prazer, nem as boas ou as más ações.

Todo o mal foge DELE. Pois ELE está livre da impureza: ELE nunca pode ser tocado pela impureza.

Portanto, aquele que atravessou essa fronteira, e percebeu o Eu, se for cego, deixará de ser cego; se estiver ferido, deixará de estar ferido; se estiver aflito, deixará de estar aflito. Quando essa fronteira é atravessada, a noite se torna dia, pois o mundo de Brahman é a própria luz.

Esse mundo de Brahman é atingido por aqueles que praticam a continência, pois o conhecedor da verdade eterna a conhece através da continência; e o que é conhecido como veneração, isso também é continência. Pois um homem venera o Senhor pela continência, e assim o atinge.

O que as pessoas chamam de salvação é, na verdade, continência. Pois através da continência o homem é libertado da ignorância; e o que é conhecido como voto de silêncio, isso também é, na verdade, continência. Pois um homem, através da continência, percebe o Eu e vive em calma contemplação.

O que as pessoas chamam de residir na floresta, isso é, na verdade, continência.

No mundo de Brahman existe um lago onde as águas são como néctar, e qualquer pessoa que prove desse néctar fica imediatamente inebriada de felicidade; e além desse lago existe uma árvore que produz o sumo da imortalidade. Nesse mundo não podem entrar aqueles que não praticam a continência.

Pois o mundo de Brahman pertence àqueles que praticam a continência. Somente eles entram nesse mundo e bebem daquele lago de néctar. Para eles existe liberdade em todos os mundos.







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Com Amor Janisleine Mara

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Bhishma - guerreiro incomparável


No Mahabharata, Bhishma era o oitavo filho do Rei Kuru Shantanu e da Deusa Mãe Ganga . Bem conhecido por seu Bhishma Pratigya ou promessa de celibato vitalício, ele foi um dos poucos personagens da mitologia indiana a ser abençoado com icchamrityu ou a capacidade de decidir a hora de sua morte à vontade. Um arqueiro e guerreiro incomparável de seu tempo, sua força era considerada igual à de 4 guerreiros maharathi.

Ele era tão devotado ao Senhor Vishnu que entregou o Vishnu Sahasranama (1000 nomes de Vishnu) a Yudhishthira, mesmo quando ele estava passando seus últimos dias em seu Sharashaiya (cama de flechas), durante a Grande Batalha de Kurukshetra.






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Com Amor Janisleine Mara

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Não há morte

 


Bhagavad Gita 

- Capítulo 2  Samkhya Yoga 

Sanjaya explica a condição para Arjuna, o qual está agitado pelo apego e medo. Krishna repreende Arjuna por seu abatimento e exorta-o a luta. Quando pensamentos conflituosos aparecem na mente, poucas pessoas sabem o que fazer. Neste estágio o conselho de um mestre é necessário. Quando o ego recebe repetidas pancadas do mundo, dá-se conta da sua importância. Ele quer ter paz e volta-se para o Poder Supremo. Depois de ter fracassado em convencer Krishna acerca de seus pensamentos aparentemente sábios, Arjuna compreende sua ajuda e torna-se discípulo de Krishna no verdadeiro sentido. Somente agora pode Krishna assumir o papel de mestre. Krishna, sorridente, prossegue iluminando Arjuna por vários meios. Ele primeiro explica a natureza imperecível do Atman, para qual não há passado, presente e futuro. O Atman nunca morre, portanto Arjuna não deveria afligir-se. Como transcende os cinco elementos, isto é, terra, água, fogo, ar e éter, não pode ser cortado, molhado, queimado, ou secado. É eterno e imutável. Sem desejo pelo resultado, a mente fica calma durante a ação. A concentração do sábio é devido à abstinência de desejos; a natureza dispersa do intelecto do ignorante é devido aos desejos. Somente com um intelecto concentrado alguém pode ter esperança em alcançar a imortalidade. Krishna louva o trabalhador desinteressado (Karma yoga) possuidor do equilíbrio da mente e pede a Arjuna para fazer o mesmo até na batalha. Ele aconselha Arjuna lutar, livre de desejos pela aquisição do reinado ou preserva-lo. Por este método alguém pode ir além das qualidades (gunas) da natureza – sattva, rajas e tamas – e ser estabelecido no Atman. Aqueles que conhecem o Atman entendem que não existe nada de valor nos três mundos para possuir. Por isto, a pessoa deveria ter um equilíbrio da mente no sucesso e fracasso, prazer e dor – cuja habilidade na ação é chamada yoga. Escutando isto, Arjuna levanta quatro questões sobre as características de uma pessoa para estabilizar a mente, sua descrição como ele fala, senta, anda. Krishna diz que uma pessoa de mente estabilizada não deverá ter nenhum desejo em absoluto. A consciência do Atman e o abandono dos desejos são experiências simultâneas. Uma pessoa estabilizada na sabedoria tomará as coisas como elas veem e não terá qualquer gostar ou desgostar. Seus sentidos serão retraídos como a tartaruga retraiu seus membros. Sendo conscientes da presença de Deus em tudo, podem controlar os sentidos. Krishna compara a mente descontrolada a um barco pego pela tempestade. Devido ao vento dos desejos soprarem sobre a mente, ela é revirada e induzida a cometer ações erradas. A noite escura de uma pessoa comum é a condição de vigília para o próprio controle e vice-versa. Todas as particularidades de um sábio de mente estabilizada fundem-se no Ser universal. O sábio de sabedoria firme vive uma vida de serviço desinteressado. O capitulo 2 ensina a aplicabilidade do yoga na vida diária. Krishna oferece um entendimento compreensivo de como o sofrimento humano pode ser aliviado com a consciência do Absoluto. Ele mostra à humanidade o meio de suplantar a dualidade e conflitos. Ele pede a nós para termos uma espiritualidade, ficarmos livre das três gunas vivemos acima da dualidade, agindo sem expectativas de resultados e identificados com a Consciência Suprema. 

Nota: No Bhagavad Gita a palavra “Sankya” usualmente refere-se { Jnana Yoga, o termo “yoga” a Karma Yoga.







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Com Amor Janisleine Mara


terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Yoga para Idosos







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Yatninha - yoga para crianças


 







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