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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Yoga Sutras

Nos Yoga Sutras, Patanjali nos dá um sutra sobre as disciplinas do yoga; “A prática se estabelece firmemente quando foi cultivada por um longo tempo, ininterruptamente, e com uma intensa devoção”.
Deste modo, com disciplina, regularidade, interesse, motivação, devoção, entusiasmo, vamos conseguindo os frutos tão maravilhosos e benéficos do Yoga; a libertação, a paz e a felicidade interior.

ISHVARA PRANIDHANA (entrega a Deus)


É o ato de dedicar suas ações e sua vontade a Deus. É de fato seguir o ensinamento: Senhor faça em mim segundo Vossa vontade.
Com devoção, humildade e fé, o seguidor do yoga reza: ‘Não sei o que é bom para mim. Seja feita Vossa vontade’.
Com uma mente tranquila, esvaziada de desejos e da raiva, o iogue lembra-se do Senhor e sente total proteção. Purifica sua mente, desenvolvendo fé com esta convicção: Deus está a minha frente. Deus está atrás de mim. Deus está em cada lado. Aonde eu for, e no que eu estiver fazendo, Deus sempre me protegerá. Eu estou com Deus. Deus está comigo.

SWADHYAYA (Estudo de si mesmo)


É o autoconhecimento, a descoberta de si mesmo. A pessoa muda sua atitude interior perante a vida. Passa a descobrir que toda a criação é divina, que há divindade dentro de si mesma e que somos todos unidos pela mesma energia que mantém e move todo o universo.
Passa a ter a consciência de que não é o corpo físico, transitório; nem a mente e as emoções inconstantes. Vai tendo convicção de que é o Ser interior, que Deus habita dentro dela mesma como o Ser interior.

TAPAS (auto esforço)


Tapa significa calor, arder, brilhar. É o fogo do Yoga, o calor que queima as impurezas do corpo e da mente. Significa fazer um esforço constante e ardente para conseguir suas metas e objetivos.
Através de tapas, você adquire resistência, tolerância. Aprende a suportar o que lhe acontece, permanecendo firme, forte, resoluto, sem desmoronar, sem se deprimir ou desesperar. Desenvolve a aceitação dos acontecimentos, entendendo que tudo acontece para o melhor e aprende com os desafios, desconfortos e dificuldades.
É o doce auto esforço, porque junto com a disciplina, a austeridade, você coloca a motivação, o entusiasmo, a leveza do espírito.
Esta força interior tem o poder de lhe transformar em uma pessoa forte, firme, confiante, resoluta, capaz de controlar seus sentidos e purificar a vontade.
Sem tapas, sem disciplina, sem esforço consciente, a mente não pode alcançar a união com o divino.

SANTOSHA (Contentamento)


Esta é uma virtude que deve ser cultivada. Uma mente sem contentamento não tem concentração nem estabilidade mental. É ansiosa, inquieta, infeliz.
Liberte-se dos hábitos de criticar os outros, de culpá-los pelos seus sofrimentos. Pare de querer mudar os outros. Em vez disso, comece a mudar a você mesmo. Pare de se queixar e lamentar. Aprenda com seus erros e com os acontecimentos. Compreenda que tudo acontece para o melhor. Transforme-se. Liberte-se dos inimigos internos: raiva, desejos, ilusões, medo, ganância, inveja e orgulho. Eles envenenam a vida e tiram à alegria de viver, minam o contentamento interior. Liberte-se do suprimento ilimitado de conceitos negativos. Purifique-os. Descanse a sua mente. O contentamento vem da mente silenciosa e estável.

SAUCHA (limpeza do corpo e da mente)


Além da higiene natural diária tão importante para o corpo, a prática das asanas (posturas psicofísicas) e dos Pranayamas (exercícios respiratórios) limpa o corpo internamente. As Asanas tonificam o corpo, removem as toxinas e impurezas causadas pelos excessos. Revitalizam e revigoram o corpo, restaurando a energia. O Pranayama limpa e ventila os pulmões, oxigena o sangue, purificando os nervos.
Mas mais importante que esta limpeza do corpo físico é a limpeza da mente de suas emoções aflitivas e perturbadoras como a raiva, as mágoas, ressentimentos, o orgulho, o ódio, a cobiça, a inveja.
Com esta limpeza interior, com uma mente tranquila, amável, silenciosa, refletindo a pureza do Ser, vamos sendo mais alegres, realizados. Podemos através desta mente positiva e clara, descobrir nossas qualidades e assim ver as qualidades dos outros, nos tornando mais benevolentes e menos críticos. O respeito que sentimos pelas qualidades dos outros faz com que eles nos respeitem também e isto nos ajuda a superar nossos defeitos e obstáculos.
No Yoga, a mente é a nossa prioridade. Se sua mente está limpa, isto reflete em toda a sua vida, como limpeza do seu quarto, da sua casa, do local de trabalho, etc.

NIYAMAS


Regras de conduta para os indivíduos

APARIGRAHA (desapego, renúncia)


É ficar livre do impulso de acumular coisas que não se necessita. É simplificar a vida, tornando-a mais simples e treinando a mente para não sentir a perda ou falta de alguma coisa. É estar satisfeito com o que lhe acontece, ficando livre das perturbações dos desejos, das frustrações da mente. Somente agradecendo o que já possui e o que lhe acontece pode-se conseguir o equilíbrio da mente.
Através do agradecimento, da aceitação, do desapego, da renúncia aos desejos incessantes, conquista-se a paz interior e a fé em Deus.
Como diz a Bhagavad-Gita, a escritura sagrada do yoga, no capítulo nove, em um diálogo entre o Senhor Krishna e Arjuna: ”Aquele que veneram somente a Mim com devoção exclusiva, que estão em harmonia comigo a todo o momento, trago a segurança total. Suprirei a todas as suas necessidades e os protegerei para sempre”.

BRAHMACHARYA (Comedimento)


Significa caminhar em Brahma, caminhar no equilíbrio, na moderação, no dourado caminho do meio. Significa também a vida no celibato, o estudo religioso, o comedimento. Mas para se praticar Yoga não se precisa ser celibatário. No casamento, no amor e felicidade conjugal você conhece o amor divino e pode realizar-se espiritualmente.
Ao apoiar se na Brahmacharya, a pessoa adquire vitalidade e energia, coragem e discernimento.

ASTEYA (Não roubar)


Libertar-se da cobiça e do impulso de roubar ou desfrutar daquilo que pertence à outra pessoa. Aqui também está incluída a apropriação indébita, a má administração, o abuso da confiança, usar algo para um fim diferente ou além do tempo permitido pelo proprietário. A libertação dos desejos por tantas posses, fama, prazeres, riqueza, vai trazendo a paz de espírito.

SATYA (Não mentir)



Ser verdadeiro e dizer a verdade. Gandhi disse: ”A verdade é Deus e Deus é a Verdade”. È a lei fundamental da verdade em pensamento, palavra e ação. Ter controle sobre a fala, evitando fazer calúnias ou intrigas, fofocas ou maledicências. Este é um grande autocontrole e também o desenvolvimento da bondade.
Devemos falar sobre o outro o que eles gostariam de ouvir se estivessem presentes. Não falar dos outro o que não gostaríamos que falassem sobre nós. Deste modo, quando falarmos nossas palavras serão boas e verdadeiras e as pessoas gostarão de nos ouvir com atenção e respeito.
Quem segue a verdade, segue o Dharma, o dever; está protegido por este principio ético universal. Quem está estabelecido na verdade obtém os frutos de suas ações e Deus provê suas necessidades.

AHIMSA (Não violência)


A não violência em todos os sentidos, começando em nós mesmos. Não sermos violentos conosco, nos amando e respeitando. Cuidando de nosso corpo, de nossa mente, nos libertando do ódio e da aversão por nós mesmos, desenvolvendo a aceitação e autoestima. Aprender a nos valorizar e a descobrir qualidades em nós, e assim, valorizar e ver as qualidades das outras pessoas. Não matar e respeitar todos os seres vivos.
A violência nasce do medo, da inquietação, da fraqueza, da ignorância, da raiva. Para ficarmos livres da violência, é importante se libertar do medo e da raiva. Para conseguir essa libertação, precisamos confiar não apenas em nós mesmos, mas devemos principalmente confiar em Deus, que é a fonte de toda a coragem e força. O medo surge do sentimento de estarmos separados de Deus, de estarmos sós, sem proteção. Através da conquista de uma fé inabalável, que vem de uma mente positiva, confiante no Ser interior, que é Deus em nós, vamos nos libertando dos temores que causam tanta dor e inquietação. Com o medo, a pessoa fica paralisada, sem ação, temendo o futuro, o desconhecido, o invisível. Teme perder sua reputação, sua riqueza, seus meios de subsistência. Mas o maior medo do ser humano é o medo da morte. Praticando Yoga, vamos compreendendo que não somos o corpo, que está sujeito à doença, ao envelhecimento e à morte. Somos o espírito que permanece inalterável. Somos o Ser interior que é imortal.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Yamas



Estes princípios éticos orientam o indivíduo e a sociedade, evitando a violência, a mentira, o roubo, a dissipação, o caos e a ambição desmedida. Estes males só trazem dor, sofrimento, ignorância e Patanjali corta a raiz desses males com estes mandamentos éticos.

Ética do Yoga _ Yamas e Niyamas

Pratique a ética  e obtenha domínio da benção eterna! Cresça, evolua, construa seu caráter.