Quando estamos centrados e conectados com o Universo nossa mente faz ligações com os objetos externos que nem imaginaríamos. Durante o curso do ultimo final de semana ( primeira aula da Viviane) recebemos a visita de uma mariposa. Me fez lembrar de Agastya Muni, o nome dele é citado em nosso Arati, Agastya também é o nome de uma espécie de mariposa, não esta da foto, mas a minha mente me levou ao grande sábio e vamos –lá conhecer um pouquinho dele :
Ele é reverenciado como santo patrono de muitos devotos no sul da Índia. Alguns dizem que foi o sábio Agastya que primeiro popularizou a religião Védica no sul da Índia. Agastya e seu clã tem o credito de serem os autores de muitos mantras do Rig Veda, a mais antiga e relevante escritura Hindu, de modo que a princípios mantras terem sido revelados para eles pelo espírito supremo Brahman. Alguns consideram, Agastya ser um dos grandes sete sábios ou Saptarshis.
O Humilde e as montanhas Vindhya
As Lendas dizem que as montanhas Vindhya que separavam o norte e o sul da Índia tinham mostrado a tendência a crescer tão alto que obstruiriam a passagem do sol. Isto foi acompanhado com o aumento da vaidade por parte das montanhas, que exigiram que Surya, o deus-sol, deveria circundar as Vindhyas da mesma forma que fazia o Monte Meru (identificado por alguns como sendo o polo norte). A única maneira de fazer as mesmas se moderarem, seria por astucia, e escolheram Agastya para fazer isso.
Agastya viajou do norte para o sul, e no caminho encontrou as intransponíveis montanhas Vindhya. Ele perguntou as montanhas sobre uma passagem que facilita se a passagem para o sul. Em reverência ao eminente sábio como Agastya, as montanhas Vindhya se curvaram o bastante para permitir que o sábio e a sua família cruzassem para o sul da Índia. As Vindhya também se comprometeram a não mais aumentar de tamanho até que Agastya e sua família retornassem ao norte. Agastya resolveu fixar moradia no sul, e as Vindhya, para manter a sua palavra, nunca mais cresceram. De fato, Agastya conseguiu com a astúcia algo que seria impossível de conseguir pela força.
E assim nós lembramos que quando adentramos no mundo do Yoga a única força que usamos é a nossa força interna e que é preciso Namaskaram aos grandes sábios da Tradição. Você protege a Tradição, a Tradição protege você.
Se isto agregou valor para você curta e compartilhe. Que todos cuidem dos demais!
A cada dia conseguimos conhecer mais. Adquirimos o conhecimento ao alcance dos dedos, nas teclas de um computador, celular. Pena que nossa ignorância também o acompanha com tamanha arrogância. Queremos uma qualificação como se essa fosse tornar-nos outra pessoa; e inferimos que o bem material é o que outorga felicidade. Mas na mesma hora escolhemos por vestir uma fantasia, vestido com babados e flores e maquiar pintinhas nas bochechas. Em nossa vida urbana e dita perfeita, relembramos o modo de vida simples e rústico da roça. Quanta felicidade! E matutamos que o real conhecimento da existência, eles da mesma forma conseguem ter ao alcance de seus dedos. No contato com a natureza, ela orienta. Indica que o silêncio e água vão valer mais que ouro; que a maior qualidade de um ser humano é na verdade o bom caráter; e que o real bem que se deve preservar é o bem estar físico para que o conhecimento possa fluir na mente e assim chegar ao coração. Nada tem valor se não chegar ao coração.
Se isto agregou valor para você curta e compartilhe. Que todos cuidem dos demais!
A vida nasce da admiração. Entendo que seja daquelas
revelações divinas. O que me afugenta, no entanto é o drama, seja ele coletivo
ou individual. Nesse instante há o abalo porque tenho identificação com o
outro. Lagrimo porque não estava no planejado. Lástimas se representam em vida.
Não careço de verbos. Abraços são ditados, beijos são consoantes. Da vida nasce
a esperança, do drama nasce a ponderação e a certeza de foi imprescindível para
que me visse como um ser e melhore. É preciso alar e vencer cada drama da vida.
Mesmo diante da escolha de David Goodall.
Fascinante como muitas vezes a vida acontece do
lado de fora e não reconhecemos. Olvidamos momentos importantes, de glória e de
melancolia, e o motivo é o lugar comum, preocupamos com o trabalho, dinheiro,
conquistas materiais. Mas tem átimos que paralisamos um pouco e no repouso
encontramos um sentido, um norte que antes estava por debaixo de um véu. Da
varanda, vejo existências e carros passarem, minha vida nesse momento é
repassada por mim. A beleza de lá fora amanhece em mim a vontade de não ficar
mais ociosa, a vida é festejar.
Quero evanescer. Bater as asas. Lagrimar. Clamar. Calar. Poder de não ter poder.
Coraçãozinho encolhido, minúsculo. Desalento infantil. Os desalentos se sentam e se alimentam comigo. Eu fraquejo. Cedo, tombo.
Tempos de ser Alice. Entro através do espelho. Não me mire, não é nadinha, não. São momentos, eles passam.
Eu escuto as minhas dores, elas papeiam comigo. Mas elas viajam, vão embora. É a lassidão.
Pauso, sim, até eu. Um ser imperceptível. Escolho as minhas contendas, mas elas também me dividem, dizimam, ferem. Glórias tem um valor, saiba.
Sou astro rei, manhãs cristalinas, um tanto... Mas essencialmente e ocasionalmente trevas, sem satélite e sem lume. Preciso escurecer.
Descansar é preciso, distrair-se mesmo.
O dia chega. Chego para ele. Em um andar mais harmonioso, mas vagaroso e mais manso. Henri Salvador a cantar. E eu a dançar e a amar minhas intensidades. Isto é o suficiente.
Se isto agregou valor para você curta e compartilhe. Que todos cuidem dos demais!
Gosto daqui, por aqui tem um povo
que sonha em comum e às vezes só isto basta. São pessoas com histórias
doloridas, mas que em momentos de quietude se consegue ver os dedos batucando
um pedacinho do Samba do avião de Tom Jobim... “É só porque eu gosto de você! “
E se você observar, neste batucar
dos dedos se cria um pequeno templo, um encontro, onde há uma paz, a paz de quem vive a vida tom
por tom, e neste exato momento perceber-se completo. Há um Deus cantando junto de braços abertos
e aí nos vemos capazes de prever nossas vulnerabilidades, fragilidades e
forças. Nasce um cenário de limpidez. E nos vemos perfeitos. Não é sobre ser perfeito aos
olhos dos outros é sobre o olhar divino.
Me lembro
quando me deparei Kalil Gibran Kalil, e fiquei sobre o efeito de uma magia que se chama poesia. O encantamento estava em me
sentir unida com aquela alma que em meio a tanto sofrimento conseguiu encontrar
beleza e paz e escrever coisas que me faziam ficar com lágrimas nos olhos.
Um estar aqui. Feliz em pertencer
a essa época. Ler o poema na hora certa, e descobrir que não existe hora
errada. Que tudo que tenho já é suficiente para viver e amar... “só porque eu
gosto de você!”
Se isto agregou valor para você curta e compartilhe. Que todos cuidem dos demais!
Plano válido até o dia 05/08/2016, com possibilidade de ser prorrogado após análise de número de vagas remanescentes. Vale ressaltar que não é obrigatório praticar todos os dias. É você quem determina quantas vezes vem na semana. A ideia é estimular os alunos a praticar várias aulas em um espaço de tempo determinado para perceber melhor os benefícios da prática.
Teremos aulas práticas e teóricas como ensina a tradição, com Asanas,Pranayamas, Meditação e tudo mais!
Contato: Whats 99102-7473
e-mail: yatnayoga@gmail.com
Se isto agregou valor para você curta e compartilhe. Que todos cuidem dos demais!
“Eu sou mais, muito mais, infinitamente mais do que um simples e limitado ego. EU SOU.” Final do texto de minha querida mestra Anna Maria Moraes, em homenagem ao professor Bastiou publicado no Jornal Zen , frase esta que é a minha busca.
Eu SOU! O Ser que é Eterno e Feliz, e para se chegar a este entendimento há de se ter Conhecimento (Vedanta) e seguir o Dharma, este abarca um saber que é único e encerra em si mesmo um conjunto de valores que sustentam, ou pelo menos deveriam sustentar, o bom funcionamento das sociedades. Dharma quer dizer literalmente "aquilo que sustenta" e que, por isso, revela as características intrínsecas daquilo que é sustentado.
Quando falamos de Yoga falamos de Dharma, pois Yoga e Dharma formam um elo, não existindo Yoga sem Dharma. Yoga é cultura e educação!
O Dharma de um professor de Yoga passa por valorizar e ensinar o Yoga respeitando a tradição. Sem tradição o conhecimento não flui de mestre a discípulo e sem tradição não há garantia da eficácia daquilo que está a ser ensinado. A tradição protege o conhecimento, protege o mestre e os discípulos e é um corpo vivo, intemporal.
O Yoga propõe um caminho com um fim bem claro, que é a mudança da ideia de que somos limitados e infelizes, para a compreensão de que somos por natureza felizes e completos, o Yogi sério que pratica e estuda recebe esta dádiva.
Existirão sempre seres humanos sábios que perpetuarão a tradição do Yoga, proporcionando a toda à humanidade a preservação de tão valioso e raro conhecimento. Com simplicidade e sem perder a essência do ensinamento o Professor Jean Pierre Bastiou nos ensinou a sermos árvores e frutos desta tradição para que um dia possamos deixar sementes! Hari Om
Mas a vida é assim, fez errado, refaça, arrume, concerte. O que me
irrita é que fica na mesma coisa, tudo o que eu quero é esquecer esta dor, ela
já estava quase que esquecida, transformou-se em longas conversar que ninguém entende,
só eu e minha mãe. _há, mas se você não seguiu adiante é porque não superou,
não esqueceu... Não, não é bem assim, só mudei de planos e também não acho que
as dores da vida devam ser esquecidas, e também acho que para mim não é o
momento propício de ficar lembrando estas dores, li o texto de todos e vi só
sofrimento, tenho o costume de acolher as dores dos outros, como se elas fossem
minhas, queria pegar todos no colo e falar que isto é passado, que acabou, a cada
um de vocês, se assim vocês quiserem, mas não é isto que quero para mim, ainda
não. Não sei como vocês estão se sentindo em relembrar as dores, eu estou me
sentindo péssima, tanto que nem consegui assistir a ultima aula ao vivo.
No ultimo texto eu contei uma história de um amor que acabou, mas não
foi o suficiente, a dor exposta foi pouca, então vamos lá.... muita dor, mas eu
quero deixar claro que não quero me desfazer desta dor, é ela que me faz me
sentir mais humana. É ela que me faz estender a mão e ajudar quem precisa, como
se estendendo a mão eu conseguisse reparar o meu erro!
Minha mãe estava em câncer de mama, com metástase em fígado e pulmão, já
terminal. Vi na internet, e dor, 5 meses de vida, perguntei para a médica e ela
não me respondeu, só me olhou com um olhar que eu estava sendo otimista demais,
pesquisei, o melhor Hospital seria no Rio (INCA), eu falei para a médica eu levo ela,
só me diga o que fazer e ela me disse Mara isto é no começo, agora não tem mais
jeito. Senti-me com vergonha, como eu não tinha visto isto antes? Porque eu não
vi que o câncer tinha se espalhado, já estávamos na ultima hercepitin e eu não
vi! Não me perdoo por isto, eu estava com ela o tempo todo, estudei bioquímica,
através da bioquímica eu consegui salvar a vida do meu irmão, mas não consegui
salvar a minha mãe!
A médica disse que a gente ia ter que voltar para casa, para ela morrer
em casa, voltamos e foi difícil, minha casa tem uma escada, eu tive que chamar
os bombeiros para ajudar e quando chegou a hora de voltar para o hospital para
ela tomar a morfina e não sentir mais dor, foi horrível, eu falava para a moça
da ambulância que não tinha como descer as escadas com ela, tinha que chamar os
bombeiros, ela insistiu, eu fiquei na esquina para não ouvir os gritos dela me
chamando, amarraram minha mãe na maca,
as pernas dela ficou em sangue vivo, ela gritava e me chamava. Na ambulância eu
de joelhos pedi perdão por isto, a enfermeira chorando e eu briguei com ela, chamei-a
de incompetente e tudo mais, ela tinha estudado e se preparado para isto, quem
tinha que estar chorando era eu que sou filha. Mais uma hora no hospital da
cidade, eu estava com uma carta do Caism com todas as prescrições e
autorizações, mas não serviu de nada, duas horas depois chegamos no Caism para
ela poder tomar a morfina e não sentir mais dor. Nós fomos em uma ambulância sem
conforto nenhum , eu gritava dentro da Ambulância chamando por meu mestre
Sivananda e ele não me atendeu, três horas depois minha mãe perdeu
completamente a consciência e eu perdi a minha referencia de vida, mas ainda
assim eu não queria que ela fosse embora. Fiquei o tempo todo brigando- Mãe, o
Jakson ( meu irmão mais velho), falou que você ia ser forte! Aguenta, reaja!
Não faça isto comigo! Não me faça sentir vergonha! Não me faça ver que eu
falhei! Não me faça ver que o Jakson estava mentindo para mim!
Não teve jeito, às 8 horas da manha ela ficou sem pulso, eu segurei na
mão dela e cantei uma musica que ela cantava quando eu era criança: “Então eu
daria a meia volta, passando pelo Sol e buscando um novo dia e não se esqueça
de que você é o amor da minha vida”. E mais uma vez, novamente menti, disse a
ela: Vá, nós vamos ficar bem!
Mentira!!!! Não estamos bem, faz um ano isto e estamos todos sem rumo.
Meu pai não dorme a noite, tentou colocar outra pessoa no lugar dela
para amenizar a dor e eu não deixei, o meu irmão mais novo não sabe o que fazer
da vida e eu tentando tampar buracos, os meus buracos, os deles e sei que estou
indo pelo caminho errado, sei que se ela ver como estou hoje, o que eu faço
hoje para diminuir a minha dor ela morreria de vergonha, mas a dor do fracasso,
da impotência é muito grande. Não me perdoo por não ter visto o câncer se espalhando.
Ela esta em um cemitério que fica a cinco quarteirões da minha casa e todos os
dias eu vou até lá, com chuva ou com sol, eu vou escondida porque cansei das
pessoas me falarem que ela não esta lá, mas eu vou e peço todos os dias para
ela vir me buscar e que não foi atoa que ela me colocou o nome de Yama. Esta
sou EU, o resto é piloto automático, só fazendo o que tem que ser feito e
tomando todo o cuidado para que ninguém descubra a minha dor, porque se
descobrirem irão tirar ela de mim e eu não quero. Por favor, só leiam, não
façam nada... eu não quero nada. Estou estudando Vedanta porque acredito que
estou enganada, que o que sinto tem outro nome e não é dor. Leiam também: http://www.vedantaonline.org/ao-sabor-da-onda-num-barco-sem-remos/
A gente não sabe reconhecer o dia mais importante da nossa vida, só quando a gente esta bem no meio dele, o dia em que a gente se compromete com alguma coisa ou alguém. O dia em que nosso coração se despedaça, o dia em que a gente descobre que não há tempo suficiente porque a gente quer viver para sempre são os dias mais importantes, os dias perfeitos.
A gente faz o que faz pela alegria, ela acontece tão raramente que a gente esquece que ela existe.
A gente passa a vida inteira se preocupando com o futuro, planejando o futuro, tentando prever o futuro, como que se adivinhando de certa forma amortecesse o impacto, mas o futuro esta sempre mudando. No futuro é onde moram os nossos medos mais profundos e nossas maiores esperanças. Mas uma coisa é certa, quando ele finalmente se revela o futuro nunca é como imaginamos.
Conheci um moço, era
uma pessoa boa, de uma família boa e cheio de sonhos, não consigo acreditar em
quem não tem sonhos... Ele tinha, queria ser feliz, ter uma família e eu fui escolhida
para ser a pessoa que iria construir a família com ele.
E os planos duraram 3 anos, a minha família gostava dele e a
família dele gostava de mim, gostava tanto, que na época eu era muito ocupada e
os aniversários mudaram se de datas, o casamento do irmão mais novo foi mudado
a data para que eu pudesse estar presente, era tudo perfeito, tudo em harmonia.
Só que em uma noite de lua cheia, era verão, eu ouvi de um
cara de farda, nem sei de que farda podia ser de guarda de patrimônio, podia
ser de policia militar, podia ser de bombeiro, em uma escada do metro: _
Gostosa!
Fui para a lanchonete do meu namorado, estava calor e ele me
falou: _ Vamos ficar lá fora? A noite esta gostosa!
Nossa! À noite? O cara de farda no metro falou isto e eu
achei que a gostosa era eu rsrsrs
E esta frase, esta brincadeira, acabou com o meu sonho de
uma vida perfeita, com alguém perfeito, ai virou um inferno, ele queria saber
quem foi que tinha falado isto.
Como eu ia saber? Metro de São Paulo, linha Sé, numa
sexta-feira, milhares de pessoas, como eu iria saber quem era o dono da frase?
E foi uma tortura durante alguns meses, o mundo perfeito se
desfez completamente em uma tarde de domingo, no dia do meu aniversário, depois
de ganhar dois presentes dele, de ter tido uma festa da família ele me falou:
_Mara senta aqui, eu sentei e ele disse: _ Eu não te amo!
_Onde esta a piada, olhei para o computador, me deixa ver?
- Não. É sério, eu sinto no meu coração que não te amo.
A ficha caiu e perguntei, quando foi que descobriu isto?
A resposta: Agora.
_Eu fiz alguma coisa te desagradou?
_Não.
_Eu tenho algum defeito que você achou que com o tempo
aceitaria e isto não aconteceu?
_Não. Você é perfeita, me paparica até demais, só que eu não
te amo.
Fiquei sem resposta, vim embora chorando e deixei-o
chorando.
Eu procurei mais três vezes e não tive resposta... Só o “eu
não te amo”, que para mim não servia, entrei em depressão, perdi 10 quilos,
para quem já pesava 47, era muita coisa, chorava na rua, no trabalho, briguei
com Deus, fiz escândalo com Santa Rita, fui a um benzedor e nada, completamente
apática, só acordei com a visita de um amigo meio anjo.
Minha casa foi atingida por um tornado, eu estava na cidade
vizinha trabalhando e minha mãe me ligou chorando sem saber se me mandava ficar
onde eu estava ou se deveria ir até ela.
Quando eu consegui chegar em casa, eu olhei para a
destruição. Chorei e falei a gente vai reconstruir, enxuguei as lágrimas, passei
a noite toda secando o chão para a água não entrar no quarto da minha mãe, vi
meus irmãos furando a laje do banheiro e da varanda para que a água que
estivesse no telhado não derrubasse tudo e quando amanheceu, fomos comprar
telhas e recomeçar, eu ainda não tinha forças, estava no piloto automático.
“Um dia esta tudo bem e no outro tudo muda. Há uma ordem
maior.”
Eu só entendi isto porque o amigo meio anjo, veio me
visitar, ele tinha nas mãos um caderninho com meu nome e meu endereço e me
disse, me desculpa, eu não me lembro de você, mas se seu nome esta aqui é
porque um dia você me foi importante, eu sofri um acidente, um ano em coma, não
tenho mais a memória do passado, e do presente, quando eu durmo ela é apagada, mas
eu queria saber se você estava bem. Passei o dia todo com ele, falei das minhas
dores, dos meus medos, ele não iria usar contra mim, ia esquecer e esqueceu, esqueceu
o caderno com as anotações aqui e eu nunca mais consegui falar com ele.
A gente tem estas tormentas de sentimentos, acha que o mundo
vai acabar, chora, esperneia , briga com Deus e fica sem entender, só entende
quando o negócio é físico, quando vem da matéria e ainda assim quando um anjo
segura na nossa mão e mostra que poderia ser pior... E que pena!
Professora de Yoga- formada em Yatna Yoga Vedanta por Janisleine Mara Lopes de Oliveira e Jonas Masetti, onde hoje faço parte do corpo docente do curso.
Ministro aulas particulares e em grupo na Magnoterapica Clínica Saúde Integrada Rua Humaitá, 1309 – Centro – Indaiatuba- SP Formação Acadêmica: Licenciatura plena em Educação Física (1989) pela: Faculdade de Educação Física da ACM de Sorocaba.
Trabalhos voluntários: Casa de estudos e da Fraternidade Cristã Irmã Nina (desde 1997).
-Práticas de Yoga
.
-Estudo e aplicação de Cromoterapia.
-Curso de autoconhecimento: procurando despertar o desejo sincero de se conhecer, ou seja,
estar dispostos a identificar nossos os aspectos positivos e os negativos. Entender o processo de
autoconhecimento é saber que não sabemos nada, e temos muito que aprender, praticando todos
os dias a observação de nós mesmos. Então entenderemos que "Somos responsáveis por tudo o
que cativamos", e que a paz que procuramos está dentro de nós. Aperfeiçoamento:
Em constante estudo e pratica do Yoga, Meditação e Vedanta.
- Cursos on line de Fundamentos de Yoga e Meditação e Vedanta.
- Curso de autoconhecimento 2012: no Instituto de Cultura Holística
-Curso de aperfeiçoamento em saúde pelo autoconhecimento 2003: SISNI
- Curso de introdução à saúde pelo autoconhecimento 2001: Fundação Bezerra de Menezes
"Discernimento constante é o meio para destruir a ignorância."
A palavra sânscrita Bindu significa queda ou ponto. Mas o nome do centro que estamos falando é realmente visarga bindu, que significa literalmente caindo da queda. A queda se refere é Amrit, o néctar imortalizar. É essa secreção especial que mantém a vida de yogis que realizem tais proezas como ser enterrado vivo por 40 dias sem comida, água ou oxigênio. Ele controla tudo possível processo de metabolismo, nutrição e produz a quantidade necessária de oxigênio. Bindu é a sede deste néctar.
Localização
O ponto de localização para bindu está na parte superior traseira da cabeça, onde Brâmanes tem um tufo de cabelo. Hoje brâmanes só manter este tufo de cabelo para mostrar que eles são brâmanes, mas, tradicionalmente, o tufo de cabelo foi puxado apertado e torcido, criando tensão direita no centro de bindu. Este foi o melhor método de ganhar consciência de bindu que, aliás, não tem kshetram. Bindu está diretamente ligado com vishuddhi por uma rede particular de nervos que fluem através da parte interior do orifício nasal passando por lalana (um chakra menor, que é responsável por armazenar e secretar Amrit). Lalana não é um centro de despertar, nem é bindu. Ao despertar ocorre em vishuddhi também ocorre em bindu e lalana.
Bindu é um centro de Nada Yoga. Não há um som particular em bindu, mas muitos, muitos sons. Ao praticar yoga nada deve-se concentrar em bindu.
Simbolicamente bindu é representado por tanto uma lua cheia e uma lua crescente. A lua cheia é o infinitamente pequena gota de néctar e a lua crescente está associada com as fases da lua. Da mesma forma que a lua é revelado progressivamente durante o período de lua nova a lua cheia, assim imensidão do sahasrara atrás do bindu pode ser gradualmente revelado através de sadhana de yoga. Bindu é desenhada no fundo do céu noturno, indicando que a base do bindu, o saharasrara, é infinito. Para o despertar de bindu não há práticas específicas. Uma vez que vishudhi se torna ativo terá uma influência consequentes em bindu.
·Graduada em Fisioterapia pelo Centro
Universitário Barão de Mauá em Ribeirão Preto – SP.
·Pós – Graduada em Traumato – Ortopedia com
ênfase em terapia manual pelo Centro Universitário Barão de Mauá em Ribeirão
Preto – SP
·Formada como Instrutora de Pilates Clínico -
Funcional no IPES CERME – Ribeirão Preto – SP.
·Cursando formação de Yoga, no Espaço Lis
Center
Experiência
Profissional
·Trabalhou como teleoperador, de 30 de
novembro de 2.010 a 12 de janeiro de 2011.
·Trabalhou na AFPESP (Associação dos
Funcionários Públicos do Estado de São Paulo com alongamento para 3ª idade em
Ribeirão Preto – SP. De abril de 2008 a janeiro de 2014.
·Atualmente trabalha com Assistência
Fisioterapêutica Ortopédica e Geriátrica domiciliar e Fisioterapia Estética
Corporal e Facial domiciliar.
·Atualmente trabalha com horários e dias
agendados como instrutora de Mat Pilates e dança do ventre no Espaço Lis Center
·Atualmente trabalha com ginástica laboral em
Ribeirão Preto para a empresa Posture Saúde Corporativa de São Paulo-SP.
Outros
Cursos
·Idiomas:
Inglês – avançado 2 (Leitura e escrita) Advance CCI - Ribeirão Preto – SP.
·Idiomas:
Espanhol
– Básico.
·Informática:
Domínio sobre as ferramentas do Microsoft Office (Word, Excel, Power Point e
Access), internet, utilização de correio eletrônico. UNAERP, em Ribeirão Preto
– SP.
Participação em
eventos
·III Jornada JOFIBAM: no Centro Universitário
Barão de Mauá - Maio de 2006, em Ribeirão Preto – SP.
·Simpósio de Reabilitação Esportivo da USP-RP:
Conceitos Atuais em cirurgia e reabilitação das Principais Lesões no Esporte. -
Novembro de 2005. Ribeirão Preto – SP.
·I e II Jornada JOFIBAM: no Centro
Universitário Barão de Mauá - Setembro de 2004 e 2005, em Ribeirão Preto – SP.
Li este texto e fiquei com lágrima nos olhos, o que mais tenho medo neste mundo é de sentir medo, este sentimento trava, amarga, e o pior não mata o corpo, mata a alma...
NÃO É AMOR
Fabrício Carpinejar
Por que ela não conta? Por que ela não presta ocorrência na delegacia?
Todos acham um absurdo apanhar e não revidar publicamente.
Não é fácil se separar. Não é simples para muitas mulheres denunciar o companheiro.
Eu entendo a vergonha de quem suporta maus-tratos em casa.
A humilhação de apanhar do marido. De receber tapa ou empurrão e guardar para si. De levar soco ou pontapé e cuidar dos hematomas em sigilo.
Ninguém tem ideia de como essas pessoas sofrem.
Sofrem pela dor física, mas sofrem ainda mais pela esperança de que um dia seu homem vai se recuperar. E isso não acontece.
As mulheres que aguentam violência doméstica são solitárias. Absurdamente sozinhas. Loucamente desamparadas.
Perdem a paciência e a tolerância de quem poderia salvá-las.
Elas se isolam dos amigos, pois não têm mais coragem de disfarçar as histórias.
Elas se distanciam dos familiares porque nenhum parente admitiria a hipótese sequer de um insulto.
Morrem socialmente: enterradas vivas em suas próprias residências.
Apesar do calor excessivo, não podem usar vestidos e mangas curtas para não ostentar as feridas e os inchaços. Acordam de óculos escuros para se encarar no espelho.
Colocam sua maquiagem a reparar os danos noturnos.
Para os colegas, estão constantemente caindo da escada e tropeçando nos móveis.
Para os filhos, fingem que não choram com um sorriso que não mexe nem as rugas.
Elas mentem no lugar do agressor. Mentem pelo medo de não ter outra chance de ser feliz.
Dedicam suas horas a zelar por uma farsa, a proteger um conto de fadas que existe na aparência, tentando salvar o casamento a qualquer custo.
Festejam as semanas sadias como milagres. Saúdam os momentos calmos como férias. Esmolam olhares de ternura para compensar o inferno.
Eu entendo as mulheres agredidas. Entendo, e dói entender.
É uma espiral de constrangimentos, que abole as defesas, que apaga a personalidade, que anula o temperamento.
São frágeis, quebradiças, carentes.
Atravessam um domingo inteiro procurando uma desculpa para continuar.
São as únicas que não enxergam que terminou o relacionamento, que não há jeito de recuperar o respeito.
Não são apenas cegas de amor, porém também surdas e mudas. O amor roubou todos os sentidos, todo o sentido de suas vidas.
Juram que foi uma exceção quando é a terceira ou quarta vez que a discussão desanda em briga.
Invertem a perspectiva do mundo: a tranquilidade é a exceção em sua rotina e se enganam que é a regra.
Juram que o marido não é violento, que há muita pressão do trabalho, que é efeito da bebida.
Explicam e justificam e argumentam o impossível, naquela mania de se convencer da pobreza para aceitar a miséria.
Ele se arrepende, ele chora, ele promete que não fará de novo, ele se ajoelha, ele manda flores, mas será reincidente.
Para essas mulheres que resistem em segredo, só tenho uma coisa a dizer: quem bate uma vez baterá sempre.
Apanhar por amor jamais melhora o amor.
Publicado no jornal Zero Hora Coluna semanal, p. 2, 31/12/2013 e 01/01/2014 Porto Alegre (RS), Edição N° 17660
Para quem passa por isto, "olha para dentro e vê o tamanho do seu sol", busque ajuda, por você por mim, você sofre, eu sofro...