terça-feira, 25 de outubro de 2011

Diwali - Festival das Luzes


Diwali é uma celebração de luzes. É uma ocasião para comemorar a vitória do bem contra o mal e da luz sobre a escuridão. Diwali, o “festival das luzes” é o festival mais importante para os hindus ao redor do globo. As lendas atrás do festival são tão variadas, quanto a maneira de sua celebração. O significado mais comum a todos eles é o tema do triunfo do bem sobre o mal. Em áreas rurais, Diwali significa Festival das Colheitas. Toda colheita normalmente significa "prosperidade". Os fazendeiros celebraram com alegria e ofereceram elogios a Deus por lhes conceder uma colheita boa. Com o tempo, foram vinculados numerosos incidentes históricos e várias lendas são atribuídas a este festival.
Lenda principal - 
A História de Rama e Sita .Deus Rama era um grande guerreiro, o Rei que foi exilado por Dashratha, seu próprio pai devido a insistência de sua esposa. Junto com o Rei de Ayodhya, foram ao exílio sua esposa Sita e seu irmão Lakshman. No exílio Deus Rama destruiu seu inimigo o demônio Ravana de Lanka que era uma grande Autoridade altamente inteligente e conhecedora da literatura sagrada, mas dominado pelo mal. Após esta vitória do Bem contra o Mal, Rama voltou ao seu reino Ayodhya depois de de 14 anos no exílio. Em Ayodhya, as pessoas ofereceram boas-vindas iluminando filas de abajures e lamparinas de barro. Portanto , é uma ocasião em honra celebrando a vitória de Rama sobre Ravana; da vitória da verdade contra a falsidade.
A lenda da Deusa Lakshmi: Neste dia, a Mãe Lakshmi que representa a riqueza e prosperidade emergiu do oceano de leite chamado de Ksheer Sagar. Tem-se como verdade que durante a noite a Deusa visitará a casa e abençoará com a boa fortuna. Por isso na noite de Diwali a Deusa Lakshmi é venerada e para oferecer boas vindas a ela todas as ruas, entradas e as casas são iluminadas com lamparinas de óleo. A fabricação e distribuição de vários doces e delicias vegetarianas é o menu do dia.Mas a festa além de ter uma forte conotação material também tem um importante significado espiritual. As iluminações do Diwali com diyas (lamparinas) iluminam e trazem brilho sobrenatural carregado de alegria, com intuito e esperança de encontrar a luz na escuridão, alcançando conhecimento onde há ignorância, e espalhar amor entre o ódio. Luz é importante para o hinduísmo, porque significa consciência e bondade. Antigamente usavam-se as lamparinas de barro mas hoje todos os tipos de emissores de luz são usados, como velas de várias cores e formas, luzes elétricas etc. As quantidades de luzes podem ser comparadas com iluminação do natal no mundo ocidental.  A iluminação, luzes e diyas significam a expulsão da escuridão e ignorância, como também o despertar da luz dentro de nós mesmos. É uma festa da família com muita comida, celebração e veneração. O festival ocorre no outono. É celebrado durante cinco dias contínuos dentro os quais cada dia possui sua próprio significado. Diwali é um festival de alegria, esplendor, brilho e felicidade. A singularidade deste festival é sua harmonia de cinco idéias diferentes:O primeiro dia de Diwali: Dhanteras O primeiro dia de Diwali também é chamado Dhanvantari Trayodasi ou Dhanteras. É na realidade o décimo terceiro dia lunar de Krishna Paksh, a quinzena escura do mês de Kartik do calendário lunar indiano. Neste dia, Deus Dhanwantari (Deus da vida e medicina) saiu do oceano com o Ayurveda (o conhecimento da vida) para o ser-humano. Este dia marca o começo das celebrações do Diwali. Neste dia ao pôr-do-sol, os hindus após tomarem banho devem oferecer um deeya (lamparina) iluminado com Prasad (oferenda - doces) para Yama Raj, o Deus da Morte e rezar para evitar a morte intempestiva. Este oferecimento deveria ser feito perto de uma árvore de Tulsi, o Manjericão Santo ou qualquer outra árvore sagrada que normalmente os indianos tem no jardim ou perto.O segundo dia de Diwali: Choti (pequeno) Diwali O segundo dia de Diwali é chamado Narak Chaturdasi. Neste dia Deus Krishna destruiu o demônio Narakasur e fez o mundo livrar-se do medo. Neste dia a pessoa deve massagear o corpo com óleo para aliviar fadiga e tensões, tomar banho e descansar de forma que Diwali pode ser celebrada com muito vigor, entusiasmo e devoção.O terceiro dia de Diwali: Lakshmi Puja (veneração da deusa da riquezas e fortuna) Este é o dia mais importante, quando a Deusa Lakshmi é adorada. Os hindus se banham, vestem as melhores roupas e se unem com os familiares. O Pandit (sacerdote) conduz e orienta a adoração da Deusa divina Lakshmi para receber as bençãos de riqueza e prosperidade, o triunfo do bem contra o mal e da luz sobre a escuridão.O quarto dia de Diwali: Padwa e Govardhan Puja Neste dia, é executado Govardhan Puja (adoração da montanha Govardhan). Milhares de anos atrás, Deus Krishna pediu às pessoas do vilarejo de Vraja (hoje Vrindavan) fazerem a veneração da montanha Govardhan em respeito ao reino mineral. A montanha oferecia muitas plantas medicinais, árvores, proteção contra ventos, alimento para os animais, etc. Existe uma outra lenda que diz: Certa vez devido a fúria de Indra (deus da chuva) ocorreu um dilúvio. Deus Krishna aconselhou as pessoas da cidade a se protegerem embaixo da montanha Goverdhan erguida por apenas um dedo do Deus Krishna salvando a vida de todos do vilarejo. A partir deste momento, todos hindus rezam neste dia do ano para a montanha Govardhan. O quinto dia de Diwali: Bhai Duj (dia dos irmãos) O quinto dia do Diwali é chamado Bhai Duj. Normalmente dois dias depois do Diwali é um dia dedicado a irmãs. Muito tempo atrás, na era Védica, O Yama (Yamraj, o Deus de morte) visitou sua irmã Yamuna. Neste dia ofereceu a ela um Vardan (um benefício) no qual consistia em que aquele que a visitar a irmã neste dia será liberado de todos os pecados alcançando o Moksha ou emancipação final. Desde então, irmãos visitam as irmãs e preocupam-se com o bem-estar delas, trazem presentes etc em contrapartida as irmãs rezam almejando sucesso e segurança para o irmão.Este dia marca o fim dos cinco dias de celebrações do Diwali.  A Mensagem divina do Diwali:"Tamaso ma Jyotirgmaya"Me conduz de escuridão a Luz. 
A escuridão é;Ausência da Paz Tristeza, Perda Decepção, Miséria Falta de entusiasmo fúria  ganância, luxúria, ira, inveja, etc. Todas estas são formas diferentes de escuridão.
Para se libertar da escuridão da tristeza, você precisa se iluminar com a luz da felicidade. Para dispersar a escuridão da doença, você precisa instalar a luz da saúde. Para superar a escuridão das perdas e fracassos, você precisa ascender a luz da prosperidade. Na essência o Diwali simboliza a destruição do mal e a restauração do bem.Vamos celebrar o bem, vamos celebrar o amor!!!Faça de todos os dias de sua vida o seu Diwali. FELIZ DIWALI!!!!!!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Como permanecer atento durante o relaxamento e os Asanas


Somos construídos de tal forma que uma coisa que é iniciada sempre encontra uma resistência de nossos hábitos inconscientes, sejam de pensar ou de agir. Se não temos prática de relaxamento, começar a relaxar pode parecer muito difícil.... Mas isso não significa que não possamos conseguir, se persistirmos na prática até sentirmos os efeitos positivos que são cumulativos, começam bem devagar e se aprofundam com o tempo. Relaxar é retirar o excesso de tensão desnecessária. Nosso corpo sempre precisa de alguma tensão muscular e ativação neurológica, para apenas existir. O excesso disso, se mantido por muito tempo, é que nos prejudica. Podemos conseguir manter apenas o nível de tensão ideal se soltarmos os músculos, relaxar o sistema circulatório e a nossa mente, descarregando as tensões contínuas. No início deverá persistir contra os hábitos atuais de agitação e desconcentração. Todos têm que enfrentar isso. Porém, vale a pena: relaxar vai permitir que você possa obter mais acesso a partes internas que talvez não tenhamos contato....
O nosso inconsciente resiste às mudanças de hábitos, justamente porque é feito para economizar esforços. Aquilo que fazemos rotineiramente torna-se fácil e progressivamente compulsório.... a força do hábito torna-se quase invencível! Isto, por incrível que pareça, é um prático recurso para facilitar o nosso dia-a-dia - Esta função é útil. No entanto, esta mesma habilidade pode nos atrapalhar no momento de fazer mudanças ...
Por isso, a melhor dica para você, é IGNORAR as distrações, mesmo que elas permaneçam lá. Simplesmente não acredite que elas possam interferir com a sua concentração - e elas perderão o pequeno poder que ainda tinham de interferir...

Durante a prática de Asanas

Muitas vezes, ao praticar, ouvimos uma voz interna dizendo: ‘estou cansado’, ‘acho que não vou conseguir fazer’, ‘ta doendo’. Na prática, quando sua voz interna estiver te atrapalhando, faça ela trabalhar em seu próprio benefício. Dê comandos internos como: ‘fico atento’, ou ‘observo minha respiração’. 

Outra forma de dinamizar a prática é observar como a aula é conduzida, permanecemos pouco tempo em cada postura, de cinco a oito respirações. No entanto, se você estiver cansado e sua mente estiver muito dispersa, uma boa maneira de se energizar é respirar profundamente em cada postura, sempre colocando os comandos mentais. Depois de alguns dias, você vai sentir seu fogo interno crescendo. O corpo forte, equilibrado, com o nível de energia muito maior. Quando o corpo está forte, nossas virtudes se tornam fortes, e nosso pensamento se torna forte. E o bem-estar dentro do corpo aumenta. Logo após a prática, o nível de energia do corpo é muito maior, e durante o dia esse nível vai diminuindo. Quando praticamos novamente, o nível de energia aumenta um pouco mais. No entanto, se deixarmos de praticar, perdemos esta energia. Durante toda a prática, perceba quais são as partes do corpo que você sente mais. Observem quais são os músculos que necessitam de mais atenção e direcione a sua respiração para o local. Ouça o corpo. Preste atenção: o importante não é a postura, e sim a experiência, a observação. 

O mais importante para manter a motivação na prática é lembrar que somente através dela iremos melhorar e que devemos fazê-la para sentirmos bem e dar um passo à frente no caminho espiritual. 

Então vamos mandar a preguiça e a distração para longe, esticar o tapetinho, chamar Jesus como ouvi outro dia um aluno chamando durante a Saudação ao Sol (Eu disse que era melhor chamar o pai dEle! hehe)e Boa prática! 
Gostou agende uma aula experimental! Yoga
Indaiatuba


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

II Yoga é União

II Yoga é União em Indaiatuba, mais um evento de yoga para você conhecer um pouquinho mais sobre esta filosofia e também conhecer os professores da nossa cidade.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

As doze posturas básicas do Sivananda Yoga


Shirshasana
Invertida sobre a cabeça

Considerado como o "Rei dos Asanas" os seus benefícios principais são proporcionar descanso ao coração e sistema circulatório; aumento do fluxo sanguíneo rico em nutrientes e oxigênio para o cérebro, coluna dorsal e sistema nervoso simpático; alívio da pressão lombar; melhoria da concentração e da autoconfiança.

Sarvangasana
Invertida sobre os ombros
O principal benefício é o de estimular e equilibrar o funcionamento da tireoide e paratiroide. Fortalece a garganta e região torácica, alonga a região cervical bem como os músculos dos ombros.


Halasana
O arado

Proporciona um excelente alongamento de toda a coluna aumentando a sua flexibilidade. Os músculos das costas, ombros e braços são fortalecidos, os órgãos internos massageados aliviando problemas de indigestão e constipação.

Matsyasana
O peixe 

Proporciona uma massagem natural dos ombros e pescoço; diminui a rigidez das regiões cervical, torácica e lombar; aumenta o suprimento de sangue aos nervos cervicais e dorsais, tonificando-os; favorece a respiração profunda que ajuda a aumentar a capacidade pulmonar.



Paschimothanasana
Flexão para a frente

Tonifica os órgãos digestivos melhorando a digestão; excelente para diabéticos na medida em que estimula a função do pâncreas; fortalece os músculos do jarrete (parte posterior do joelho); acalma a mente.

Bhujangasana
A cobra

Tonifica os músculos das costas, profundos e superficiais; ao receber um excelente alongamento posterior cada vértebra e seus ligamentos são trabalhados e a circulação sanguínea é estimulada; tonifica o útero e os ovários aliviando problemas menstruais e ginecológicos; a grande expansão provocada no tórax beneficia asmáticos e pessoa com problemas respiratórios.



Salabasana
O gafanhoto

Dá flexibilidade à zona cervical; trabalha toda a musculatura dorsal e abdominal; os órgãos internos especialmente pâncreas, fígado, rins e intestinos são estimulados; favorece a digestão aliviando transtornos gástricos; desenvolve a caixa torácica e melhora a respiração.
Dhanurasana

O arco 
Flexibiliza a coluna; expande a caixa torácica; os órgãos digestivos são massageados e revigorados contribuindo para a redução da obstipação e melhoria da digestão; ajuda a reduzir a gordura na zona abdominal.
Ardha Matsyendrasana

Meia torção 
Ao fazer pressão com uma coxa contra o abdômen, está a massagear os seus orgãos internos e a promover o respectivo funcionamento e saúde.
Kakasana
O corvo

Fortalece braços, pulsos e ombros; ajuda a aumentar o poder de concentração; promove o equilíbrio físico e mental.
Padahastasana

A cegonha
Provoca um alongamento intenso nos tendões das pernas e na zona lombar. Traz sangue novo ao cérebro e dá uma sensação refrescante de bem estar.
Trikonasana

O triângulo
Alonga a coluna; aumenta a irrigação sanguínea da cabeça; estimula órgãos abdominais; revigora todo o sistema nervoso. 
Não pratique sozinho, procure um professor! Agende uma aula experimental!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Shiva Nataraja




Shiva Nataraja (o Senhor da dança). Índia, Tamil Nadu, período Chola, 
século 11. Musée Guimet, em Paris.

Shiva é o Deus supremo (Mahadeva), o 

meditante (Shankara) e o benevolente, 

onde reside toda a alegria (Shambo ou 

Shambhu)

Nataraja Neste aspecto, Shiva aparece como o 

rei (raja) dos dançarinos (nata). Ele 

dança dentro de um círculo de fogo, símbolo

 da renovação e, através de sua dança, 

Nataraja cria, conserva e destrói o 

universo. Shiva Nataraja é a personificação

 da dança e das transformações, sua dança 

é um ritual de morte (ao 'velho', a uma 

persona) e renascimento: de um novo corpo, 

uma nova identidade, um novo ciclo. O 

calor no corpo queimando velhos 

padrões psíquicos, antigos modos de ser, 

ver, e sentir. Ela representa o eterno 

movimento do universo que foi impulsionado 

pelo ritmo do tambor e da dança. Apesar de 

seus movimentos serem dinâmicos, como 

mostram seus cabelos esvoaçantes, Shiva 

Nataraja permanece com seus olhos 

parados, olhando internamente, em 

atitude meditativa. Ele não se envolve 

com a dança do universo, pois sabe que ela

 não é permanente. Como um yogue, ele se 

fixa em sua própria natureza, seu ser 

interior, que é perene. Em uma das mãos,

 ele segura o Damaru, o tambor em 

forma de ampulheta com o qual marca o 

ritmo cósmico e o fluir do tempo. Na outra, 

traz uma chama, símbolo da transformação 

e da destruição de tudo que é ilusório.

 As outras duas mãos encontram-se em 

gestos específicos. À direita, cuja palma 

está à mostra, representa um gesto de

 proteção e bênçãos (abhaya mudrā). A 

esquerda representa a tromba de um 

elefante, aquele que destrói os 

obstáculos. Nataraja pisa com seu pé 

direito sobre as costas de um anão. 

Ele é o demônio da ignorância 

interior, a ignorância que nos impede

 de perceber nosso verdadeiro eu. O 

pedestal

 da estátua é uma flor de lótus, símbolo

 do mundo manifestado. A imagem toda nos 

diz: "Vá além do mundo das aparências, 

vença a ignorância interior e torne-se 

Shiva, o meditador, aquele que enxerga a 

verdade através do olho que tudo vê (

terceiro olho, Ājna Chakra)."

Āsana: Shiva Nataraja (A dança do Senhor 
Shiva)
Instrução: 
1 Fique com os pés juntos e os braços ao 
lado do corpo. 
2 Inspire e dobre a perna esquerda para 
trás segurando o pé esquerdo com a mão 
esquerda ao mesmo tempo, estendendo o 
braço direito para fora a frente. Faça
 Chin mudrā com a mão.
3 Continue levantando o braço direito 
para
 cima num ângulo de 45 graus do chão 
enquanto levanta a perna esquerda, o mais 
alto possível com o braço esquerdo. 
4 Mantenha a postura ao respirar 
suavemente pelas narinas. Manter a olhar 
fixo
 um pouco acima do horizonte.
Concentração: Ājna Chakra
Comentários: Execute o Nataraja 
graciosamente, como se dança, mas 
firmemente
 com a atenção focada, pois sua dança 
simboliza a energia cósmica em suas 
"cinco ações": A criação, 
manutenção e destruição ou reabsorção do 
mundo, a 
ocultação de ser autêntico, e a graça 
salvífica.
Durações / Repetições:
Pratica o tempo que for 
confortável, alternadamente da perna 
direita para a esquerda.
Benefícios: Essa postura contribui para 
reforçar o seu sentido de equilibrio
 e concentração. O arco formado pela 
perna de trás que esticou suavemente 
alinha as vértebras da coluna, 
restaura a flexibilidade e alivia a 
tensão causada pela má postura. Tonifica
 os músculos dos quadris e pernas, bem
 como estimula os músculos do peito. 
Nataraja fornece ótimo alongamento dos 
ombros, tórax, coxa, virilha e no abdômen. 
Ele fortalece as pernas e os tornozelos.
 Além disso, melhora o equilibrio 
e a estabilidade, constrói interior e 
exterior. Ele inculca um levante 
psicológico e abre o coração. Assim 
trabalha a mente, corpo e alma.
Tandava a Dança de Shiva
Se bem feito, o Shiva Nataraja pode 
introjetar a egrégora de Shiva no 
inconsciente do yogue, tornando-o uno 
com o criador do Yoga. Ao nos relacionarmos
 com o Absoluto, o fazemos através de 
uma relação com uma imagem especifica 
(murta)
 ou então de maneira amorfa (amurta).
Shiva,
 por exemplo, é invocado de diferentes
 maneiras. Cada forma tenta sobressaltar
 os diferentes aspectos do Absoluto. 
A forma
 de Shiva Nataraja, com sua dança 
(tandava), é uma forma que mostra a 
felicidade na criação. A causa da 
criação é Ananda. Brahman é Ananda.
Esta dança representa a pura felicidade.
 Ninguém poderia dançar triste ou 
irritado. Tandava representa o aspecto
 da plenitude de Paramesvara.Nesta dança 
ele é representado com uma perna no ar.
 Isso implica que ele está ao mesmo tempo
 dentro e fora da criação. Se ele estivesse
 com os dois pés na terra ele seria um 
jiva (aquele que nasceu). Se ambas as 
pernas estivessem no ar, não haveria 
criação. Ele representa o mundo e também
 aquilo que está fora dele. Ele sustenta
 tudo e ao mesmo tempo está distante de tudo.
Shiva Nataraja
Existem muitas versões a respeito da 
história de Shiva Nataraja, em uma 
dessas versões encontrada nos Puranas, é 
dito 
que os rishis questionaram a relevância de
 Deus argumentando que desde que o Karma
 era tudo, apenas a ação tinha importância.
 Para remover a ignorância, Shiva tomou a 
forma de Sundaramoorthy e veio até a 
vila. Encantadas, todas as mulheres o 
seguiram. Os rishis, enfurecidos por terem
 sido enganados e tomados como tolos 
conduziram, então, uma cerimônia védica 
para destruir Shiva. Primeiro, do fogo 
veio o demônio Muyalagan e a dança cósmica 
teve início. Muyalagan foi preso sob o 
pé de Shiva e as cobras que vieram do 
fogo se tornaram a guirlanda de Shiva. 
Um veado de grandes chifres se tornou 
pequenino e foi seguro em uma das mãos.
 A pele de um tigre foi retirada e usada 
como sua própria roupa enrolada na 
cintura enquanto o fogo foi capturado em 
outra mão. O som do mantra se tornou 
suas tornozeleiras e então a forma de 
Shiva Nataraja se manifestou.
A visão da estátua de Shiva Nataraja 
provoca um estado de grande paz interior. 
Por trás da construção de uma Murti há todo
 um processo de estudo já que ela deve 
ser construída baseada em um diagrama
 de triângulos. Cada parte do corpo de 
Shiva
 tem a necessidade de estar em perfeita 
conexão pois cada uma tem seu significado.
 O ritual da cena, o ritual nas praticas
 de yoga, transmutam o bailarino e o 
praticante respectivamente. Há um nível 
de concentração que permite ao 
bailarino assistir a execução do 
movimento, e executá-lo, sendo 
simultaneamente
 o 'fazedor' e aquele que assiste ao 
que é feito. A conquista de um 'estar
 presente', observando o próprio 
estado de presença, de um 'fazer 
'simultâneo a um 'observar' do que está 
sendo feito, é uma das etapas no caminho
 da integração A libertação que o Yoga 
visa,
 é, no entanto, uma libertação num âmbito 
total, existencial, espiritual. E
 esta liberdade, o trilhar do caminho em 
direção a ela, instrumentará o bailarino e
 sua dança, da possibilidade de 
transmutar a vida na arte, fazer morrer
 e viver num ritual de transformação 
e doação infinitos.Bia Gaspar
Meditação de Shiva
No hinduísmo, tada a ação afeta o autor. 
O que fazemos só para o próprio 
bem-estar acrescenta nova camada ao 
ego que, cada vez mais espesso, nos afasta 
de Deus, enquanto cada ação 
desinteressada diminui a 
autoconcentração e dilui as barreiras 
que nos separam do divino.
A meditação de Shiva busca remover essas 
camadas por meio da repetição do mantra
 OM Namah Shivaya (Saudações, que os 
elementos desse universo se 
manifestem plenamente em mim). 
Invoca-se continuamente Shiva até 
sentir sua presença.