segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Chakras - O corpo astral e os mistérios da mente



Os Chakras são centros de energia vital sutil no Sushumna nadi. Eles são locais de armazenamento das forças energéticas e dos centros de consciência. Estes Chakras se correspondem com outros centros na espinha dorsal e o nervo plexo no corpo físico. Já que os centros físicos mantêm estreita relação com os centros astrais, as vibrações produzidas nos centros físicos através de métodos prescritos, provocam os efeitos desejados nos centros astrais. Cada Chakra representa um estado de consciência. É um centro de consciência sutil e tem um sentimento, tom, bem aventurança ou felicidade específicas. É um local de armazenamento de forças energéticas. Uma característica particular predomina em cada um dos Chakras. Há uma deidade que preside cada Chakra. Os sete Chakras principais correspondem-se com os sete lokas, planos mentais ou astrais.A localização dos Chakras e sua correspondência no corpo físico:



Muladhara: localizado no   extremo inferior da coluna vertebral, corresponde-se com o plexo sacro. 
Swadhisthana: nos órgãos genitais,corresponde-se com o plexo prostático. 
Manipura: no umbigo, corresponde-se com o plexo solar. 
Anahata: no coração, corresponde-se com o plexo cardíaco. 
Vishuddha: na garganta, corresponde-se com o plexo laríngeo. 
Ajna: entre as sobrancelhas, corresponde-se com o plexo cavernoso. 
Sahasrara: na coroa da cabeça 

Quando a Kundalini é despertada, passa através do Muladhara por todos os Chakras. para cada um dos centros aos quais o yogui dirige a Kundalini, se experimenta uma forma especial de êxtase. Ao mesmo tempo, Siddhis, ou poderes psíquicos e conhecimento são adquiridos.
Cada Chakra tem um número particular de pétalas e cada uma delas está associada com a letra do alfabeto sânscrito. As vibrações que são produzidas em cada pétala pelo som da energia da Kundalini Shakti são representadas com uma letra em sânscrito. Cada letra denota um mantra de Devi Kundalini, presente em forma latente. Estes podem manifestar-se em forma de vibrações nos nadis durante a concentração.
O número de pétalas varia: Muladhara 4, Swadhisthana 16, Manipura 10, Anahata 12, Vishuddha 16 e Ajna 2.
As cinquenta letras sânscrita se encontram nas cinquenta pétalas. O número de pétalas em cada Chakra é determinado pelo número e pela posição dos nadis que o rodeiam.
Cada Chakra tem a aparência de uma flor de lótus com os nadis como pétalas. Os Chakras tem suas pétalas viradas para baixo quando o Kundalini se encontra no Muladhara Chakra. Mas quando a Kundalini desperta, os Chakras viram para cima. Eles sempre ficam voltados para a Kundalini.
Muladhara Chakra


Muladhara, situado na base da espinha dorsal, está dotado de uma mandala retangular de cor amarelo, que representa o principio da Terra, com o bija mantra LAM. As vibrações dos sons das quatro pétalas carmins, vam, bam, sham e sam são lidas no sentido dos ponteiros do relógio partindo da pétala superior direita. Brahma é a deidade que o preside. Aqui a Kundalini está adormecida até que Brahma granthi ( nó de Brahma) aberto por um Sadhana rigoroso e uma intensa purificação, permite que la ascenda. A meditação em Muladhara confere conhecimento da Kundalini, assim como o seu despertar. Ela outorga o alento, o controle mental e o conhecimento do passado, presente e futuro.
Swadhisthana Chakra

Swadhisthana , localizado na zona genital, controla o baixo abdome no corpo físico. Seu elemento é a água. Em uma branca lua crescente, tem Vam como seu bija. As seis pétalas de cores carmins são representadas por bam, bham, mam, yam, ram e lam. Vishnu é a deidade que o preside. A concentração em uma lua crescente de Swadhisthana concede controle sobre o elemento água e confere poderes psíquicos  conhecimento intuitivo e conhecimento das entidades astrais. Muitas qualidades impuras são aniquiladas.
Manipura Chakra


Manipura, localizado na altura do umbigo, corresponde-se com o plexo solar.A mandala triangular vermelha contém no centro o elemento fogo junto com o bija mantra Ram. As dez pétalas púrpuras escuras, como nuvens pesadas de chuva, contêm dam, dham, nam, tham, dam, dha, nam, pam e pham. A deidade que preside é Rudra. A concentração no Manipura elimina o medo do fogo e mantém o praticante livre de enfermidades.
Anahata Chakra

Na região do coração, o elemento de Anahata, o ar, possui uma mandala de cor cinza (fumaça). A estrela de seis pontas tem Yam com seu bija. As doze pétalas vermelhas profundas contêm kam, kham, gam, gham, nam, cam, cham, jam, jham, mam, tam e tham. Isha é a deidade que o preside. O som Anahata, a vibração primitiva de Sabdabrahman, se ouve aqui. A meditação no Anahata Chakra concede qualidades puras, amor cósmico e diversos poderes psíquicos.
Vishuddha Chakra

Vishuddha, localizado na base da garganta, corresponde-se com o plexo laríngeo no corpo físico, assim como também com o quinto plano cósmico. Dentro de um circulo azul puro, se encontra o seu elemento, o éter, com o bija Ham. As dezesseis pétalas da cor púrpura esfumaçada contêm as vogais do sânscrito am,am, im, um, um, rm, rm, lm, lm, em aim, om, aum, am, ahm. A deidade que o preside é Sadasiva. Quem medita em Vishuddha consegue grandes êxitos, completa o conhecimento dos quatros Vedas e conhece o passado, o presente e o futuro.
Ajna Chakra

Na zona da sobrancelha, Ajna, o assento da mente, tem o OM como sua semente em um circulo puro. A cada lado tem duas pétalas, também de cor branca pura e suas vibrações são representadas pelas letras sânscritas ham e ksham. O elemento é Avyakta, a nuvem primordial da energia e a matéria indiferenciada, Paramsiva é a deidade que o preside.
Sahasrara Chakra

Sahasrara sobre os demais centros, está localizado na coroa da cabeça, correspondendo-se com a glândula pineal do corpo físico. Suas mil pétalas, sobre as quais se repetem as cinquenta letras do alfabeto sânscrito, são a morada de Shiva. Quando a Kundalini Shakti se une com Shiva no Sahasrara, o yogui experimenta uma benção extrema, consegue o estado de supra consciência, o conhecimento mais elevado e transforma-se em um jnani desenvolvido.

Vajra Hamsasana - Postura do Cisne



Técnica: Sente-se em vajrasana com as mãos sobre os joelhos. Ao inspirar eleve os braços, expirando traga o tronco a frente e mantenha os braços alongados.
Respiração:Livre
Permanência: Alguns minutos.
Concentração:Em Muladhara Chakra, em Manipura Chakra e na respiração.
Benefícios:Este asana fortalece os músculos pélvicos, relaxa o nervo ciático e regula o funcionamento das glândulas supra renais. ajuda a corrigir a constipação e a dominar a raiva.É benéfico para as mulheres que tem a pélvis pouco desenvolvida e também para eliminar desordens sexuais em geral.
Histórias, lendas e mitos: Kalahamsa  o cisne da eternidade

Índice Alfabético de órgãos e doenças com indicação de práticas yoguis para seu cuidado.

Abdome
Aborto 
Acidez
Acne

Indra liberta os rios



Armado com um raio (Vajra), Indra é, por vezes, acompanhado pelos Maruts, os ventos da tempestade. Aquando das suas expedições, monta Airavata, o seu elefante branco com seis dentes. Os sacerdotes ou brâmanes suplicam-lhe que escute os elogios que lhe dirigem. Se forem bem feitos, este deus dará a vitória num combate aqueles que lhe imploraram.
Na Índia, a água dos rios é essencial, pois irrigaa terra e torna mais rica para as culturas. Se    água, os homens conhecem a fome. Um dia, a terrível serpente Vritra impediu o curso da água dos rios, atravessando-se no seu caminho, criando uma barreira com o seu corpo. Mas Indra decidiu libertar as águas prisioneiras. E corta ao meio Vritra com a sua arma. O corpo da serpente monstruosa desaparece debaixo das águas que se precipita enfim em direção ao mar. Foi assim que Indra permitiu que os sete rios sagrados irrigassem de novo as terras.




Supta Vajrasana - Postura do raio deitado



Técnica: Sente-se em Vajrasana com a ajuda dos cotovelos vá para trás até a cabeça tocar o chão e as   costas estar totalmente arqueada. coloque suas mãos sobre os músculos das coxas e certifique-se dos joelhos tocarem o chão. feche os olhos e relaxe o corpo.
Respiração: Lenta e profunda
Permanência: Para obter benefícios físicos alguns minutos é o suficiente. Para quem quer executar este Asana buscando benefícios espirituais devem praticar durante um período maior.
Concentração: Para fins espirituais em Swadhistana Chakra. Como exercício físico na coluna, abdome e na respiração.
Precauções: Deve-se tomar cuidado para não tensionar demais os músculos das coxas e os ligamentos dos joelhos, observar que estes devem tocar o chão.
Benefícios: Se trata de um Asana para curar doenças abdominais, especialmente a constipação.Também fortalece os nervos da coluna vertebral.
Histórias, lendas e Mitos:Indra liberta os rios

Abdome



Fortalecimento e tonificação geral.
Supta Vajrasana,
Vraja Hamsasana,
Ushtrasana,
Trikonasana,
Yoga mudra,
Matsyasana,
Tolangulasana ,
Qualquer asana de anteflexão e retroflexão.
Ardha Matsyendrasana,
Halasana ,
Drutra Halasana ,
Merudandasana ,
Niralamba Paschimottanasana ,
Mayurasana ,
Brahmacharyasana ,
Agnisar Kriya ,
Nauli.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Da obediência ao primado da paciência



Carros, barulho, pessoas, horários cheios, problemas corriqueiros: tudo isto faz com que cada dia se resuma a apenas ao cumprimento de objetivos concretos, de tarefas urgentes, de uma realidade que se impõe. No entanto, em 24 horas há espaço para mais do que isso, não estamos perante uma vida imposta e destinada ao fracasso. Ainda encontramos tempo para o silêncio, a solidão e o descanso. Só calados, sozinhos e parados percebemos que somos mais do que o que dizemos e do que fazemos. Porque tudo tem um sentido. E porque há coisas que começaram a não fazer sentido nenhum. Porque, à medida que a humanidade foi crescendo, não começamos a ficar mais pequeninos e a diminuir o nosso campo de visão. Não precisamos voltar a olhar de longe e ver tudo numa outra perspectiva. A margem de erro é a nossa margem de liberdade. As rotinas não nos roubam tempo e espaço e não acabamos por nos afastar daquilo que somos e queremos ser. 



Ou 



Quando crescemos ao lado de um sonhador, habituamo-nos ao sonho como nos habituamos a uma rotina ou agenda. E acabamos por lidar bem com essa dimensão, como se fosse um compartimento da casa. É sempre fantástico ver como os sonhos pisam o chão e vão, por seu pé, viver noutras casas, provocando outras vidas…ainda que tombem de cansaço, resistem vivendo e lutando! A vida é-lhes muito mais. O mundo até pode chegar, mas só se for por inteiro! 
Relacionar com outras pessoas é um desafio. É uma provocação ao acaso, é uma careta ao destino. É ir de encontro à grande diversidade que desconhecemos, e entrar por ali adentro. É esta sequência de portas aleatórias que vamos abrindo, num universo infinito de possibilidades. Para sermos o resultado de vários caminhos e não apenas de um. Para sermos frutos da diferença e da pluralidade. Para sabermos desformatar a nossa realidade e voltar a dar valor ao que realmente importa, para relativizar o que afinal não tem importância nenhuma. 
Nestas duas maneiras de viver é fácil encontrar os finais felizes, certo? Mas olhemos com mais atenção. A paciência para aprender a dirigir um carro, para aprender uma profissão, para ouvir as pessoas, para escutar o outro como alguém que me diz algo precioso... É na prática simples e cotidiana da paciência que está à base das vitórias sobrescritas. Foi isto que edificou pontes e promete abrir fendas nas nossas mentes. Tudo depende da obediência ao primado da paciência. Paciência para tentar e repetir, paciência para ter paciência, paciência para quando não se percebe nada de nada. Mas sempre que encontramo-nos nos outros é apenas porque nos projetamos neles? Não será que também eles se projetam em nós? 
Muitos hoje pensam que no futuro teremos duas hipóteses: ou nos submetemos aos outros ou eles se submetem a nós. Porém, há uma terceira via que não é nova na história: comunhão, encontro, diálogo. É possível que existam de novo estas pontes no plano do mínimo, do cotidiano, do lugar do anonimato onde a vida encontra a sua consistência. Da paciência à admiração, da admiração ao contributo, eis a nova rota da senda! Termino com uma imagem. Na fachada da Igreja de S. Paulo em Macau, podem encontrar-se, esculpidas na pedra, flores de lótus. É possível!

Yatna, seja bom!