segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Rosa dos Ventos


E nós vamos por rumo...
Pra qualquer lugar, basta saber a direção.
Lembro-me de uma vez indo para a praia, e minha tia dizendo: Toninho, você não fez um mapa para eles.
Mapa? Eu não, eles não seguem. Tinha um pouco de bronca na voz, ele já havia feito um antes e nós não o seguimos.
A coisa acontece mais ou menos assim, a praia fica pra lá → , não fica? Então, não importa o caminho é pra lá que nós vamos rsrsr
Na verdade não somos muito bons em mapas.
E hoje foi assim, só sabíamos o rumo, demos voltas, e chegamos; olhando depois o tal mapa, se tivéssemos seguido-o, não passaríamos por uma avenida linda, cheia de árvores, não teria conversado rapidamente com uma senhorinha feliz que disse: faz a rotatória e segue reto. Ai meu Deus! Uma bifurcação, reto pra que lado? Direita? Esquerda? Optamos pela esquerda, mais à frente uma moça - É nesta avenida sim, só que vocês estão do lado oposto. Era na bifurcação à direita. Quando chegamos percebemos que já havíamos passado em frente e não tínhamos visto. Ficamos inconformados, colocamos a culpa na placa que estava escondida entre árvores e rimos!
Por fim, percebemos que a vida é um fluxo constante de ruas. Relaxados, conseguimos assistir a esse grande movimento com serenidade e contemplação, sem perdermos o nosso centro, o nosso estado natural, que é de paz e felicidade. Para isso, precisamos abrir mão de uma auto-imagem estática, de nós e do mundo, construída desde muito tempo, e seguir o fluxo de caminhos constante da vida. E como uma senhorinha, passamos pela vida, com placidez e beleza, sem a necessidade de querermos sugar dos outros e das coisas a nossa felicidade, mas reconhecendo-a em nós mesmos. Quando reconhecemos a felicidade em nós mesmos, reconhecemo-a em todas as situações, até mesmo nos momentos em que damos voltas perdidos pelas ruas de uma cidade. Então não somos mais aqueles que constantemente querem mudar do mundo, tornamo-nos aqueles que acrescentam ao mundo. Aqueles que ajudam os outros a suprir as suas necessidades, inclusive á de descobrir a verdadeira liberdade. Assim como alguém sem saber lhe mostra a avenida mais bonita da cidade.
E esta avenida conta a história de outros que em outros tempos, dedicaram um instante de suas vidas para escutar a sutil movimentação da vida. Nessa hora, você é igual a todos eles. Nunca foi diferente. Essa narrativa invisível é mais redentora que qualquer sacrifício e tem a simplicidade desta musica.
Yatna, seja bom!

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